Cobrança de pedágio começa em maio
Curitiba
Albari Rosa
FinanciamentoHeinz Herwig (foto de cima) vai pedir R$ 300 milhões ao BID para restaurar 600 quilômetros de rodovias e asfaltar estradas de terra. A privatização é isso: você fica livre da despesa de manutenção, comenta Dalmaz, do DER (foto de baixo)A iniciativa privada começa a assumir efetivamente os 2.037 quilômetros de estradas paranaenses em novembro. Os seis consórcios vencedores da concorrência pública devem investir R$ 100 milhões, a maior parte em duplicação. É possível que o pedágio (de R$ 1,90 a R$ 3,00) passe a ser cobrado já a partir de maio do próximo ano. Vamos autorizar a cobrança se as obras forem realizadas no prazo e bem feitas, diz o secretário de Transportes do Estado, Heinz Herwig, que abriu ontem o 2º Encontro Nacional de Conservação Rodoviária, em Curitiba.
O governo vai fiscalizar o trecho privatizado durante os 24 anos do contrato, anuncia Herwig. O secretário acredita que o Programa de Concessão de Rodovias do Anel de Integração deve ajudar o setor a recuperar o atraso. Já o diretor de conservação do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) do Paraná, Wilson Celli, vê o projeto como um alívio. Nossa arrecadação mensal cobre apenas 30% do necessário para a conservação de rotina, informa ele, também coordenador do encontro que vai até amanhã e tem como tema Segurança e Economia.
Segundo Celli, a conservação de rotina (fechamento de buracos, roçada da vegetação às margens da pista e pintura das placas, por exemplo) requer investimentos de R$ 35 milhões por mês. A privatização é isso: você fica livre da despesa de manutenção e não precisa investir na melhoria, comenta o diretor geral do DER, Paulinho Dalmaz. Ele avisa que está previsto um posto de pedágio a cada 78 quilômetros de rodovia. Ou seja: o usuário vai pagar R$ 0,03 por quilômetro, em média, para rodar numa estrada boa, explica.
Dalmaz cita um exemplo de como a terceirização dos serviços de transporte tem ajudado o governo. Veja o caso da travessia de ferry-boat em Guaratuba, cuja licitação foi vencida pela empresa F. Andreis, lembra ele. A tarifa foi reduzida em até 30% e os cofres públicos deixaram de ser onerados com a manutenção daquelas balsas, que custa caro, acrescenta. Com esse tipo de economia, o diretor geral do DER destaca que é possível fazer novos investimentos e saldar débitos com empreiteiras.
Verbas - Heinz Herwig revela que a Secretaria de Transportes do Estado vai pedir R$ 300 milhões ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O dinheiro é para restaurar 600 quilômetros de rodovias e asfaltar mil quilômetros de estradas de terra. Entre os trechos selecionados para pavimentação estão: Rio Branco do Sul-Serro Azul, Iretama-Barbosa Ferraz, Altamira do Paraná-Palmital e Reserva-Embaú. Todo programa leva quase um ano para aprovação, o que transfere o início das obras para julho de 1998, prevê o secretário.





