Cobrança de pedágio começa domingo
As três praças sob responsabilidade da Econorte na BR-369 já estão com as taxas reajustadas em 7%, para zerar a inflação
Israel Reinstein
DivulgaçãoA partir da zero hora de domingo começa a cobrança de pedágio no Norte do Paraná, no lote 1 do Anel de Integração, trecho que liga Londrina a Ourinhos. A liberação inicia com um reajuste de 7% autorizado pela Secretaria dos Transportes, representando a reposição da inflação medida pela Fundação Getúlio Vargas.
O secretário de Transportes, Heinz Herwing, anunciou que a concessionária Caminhos do Paraná, responsável pelo lote 4, pode ser autorizada para entrar em operação hoje. A assessoria técnica do DER vistoriou o trecho e basta agora a aprovação da Comissão Tripartite. As demais concessionárias devem começar a cobrar pedágio em 30 dias.
Heinz Herwig anunciou a criação de um cupom-safra que vai beneficiar o transportador que estiver escoando os produtos agrícolas. Também haverá a isenção da cobrança aos eixos suspensos dos caminhões. Será criado um seguro de vida para os usuários de todo o Anel de Integração, cujo valor de indenização deve ser estipulado nas próximas semanas. ‘‘Mesmo assim, os transportadores vão ainda negociar diretamente com as concessionárias para obter maiores vantagens’’, informou o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Sérgio Malucelli.
A Econorte terá cinco dias para divulgar o pedágio. O valor cobrado no lote 1 - que incluem a BR-369, trecho Cambé-Londrina, e PR-323, Londrina-Sertanópolis-Porto Charles Naufal - são de: R$ 3,60 em Jataizinho, R$ 3,10 em Andirá, e R$ 2,80 em Sertaneja. Segundo o secretário, esses preços já estão reajustado pelo IGPM. ‘‘Houve o reajuste, porque os contratos foram assinados no ano passado’’, justificou.
A previsão do secretário é que as concessionárias passem a ter lucro a partir do sétimo ano de operação. Segundo Herwig, o retorno da cobrança de pedágio é de 1,5% ao mês, ou 18% ao ano.
As concessionárias Rodonorte e Ecovia têm prazo até sexta-feira para pagar a multa de R$ 50 milhões cada uma. As empresas foram punidas pelo Governo do Estado, porque mantiveram obras nas pistas durante o feriadão da Páscoa, causando um congestionamento de mais de 8 horas próximo a Ponta Grossa.

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