Os moradores do Jardim União da Vitória (zona sul de Londrina) estão recebendo da Cohab-Ld, há cerca de 20 dias, boletos de cobrança no valor de R$ 15,00 que deverão ser pagos mensalmente até a quitação do lote. Eles também estão recebendo um comunicado explicando que a Lei 4.406/90 previa a isenção até 31 de dezembro de 2000, e que a partir desse ano as mensalidades serão cobradas normalmente.
Alguns moradores estão revoltados. Dona Arcisa Rosa Pereira, 64 anos, foi uma das primeiras a receber o boleto. ‘‘Só recebo uma pensão de R$ 151,00 e tenho que comer, vestir... Como vou pagar a prestação?’’, questionou. Esta semana ela foi até a prefeitura para conversar com o prefeito Nedson Micheleti (PT) sobre as mensalidades. ‘‘Ele pediu para a gente ter paciência e que iria agendar uma reunião com todos os moradores do bairro’’.
Segundo o diretor administrativo e financeiro da Cohab, Robson Talma Cavaliere, o procedimento da empresa foi normal e está dentro da lei. ‘‘Estamos agindo conforme o que estava previsto na lei que permitia a isenção até dezembro e a população já vinha sendo informada sobre isso, mas cada caso precisa ser avaliado individualmente’’, informou Cavaliere.
O economista Ronaldo Antunes da Silva, funcionário da Cohab, chamou a atenção para o fato de muitos mutuários confundirem isenção com ‘‘quitação’’. Ele informou que a quitação 100% está prevista pela Lei Federal 10.110/00, mas só para pessoas que fizeram contratos de financiamento pelo Sistema Federal de Habitação até 31 de dezembro de 1987, o que não é o caso dos moradores do União da Vitória, Novo Amparo e Paranoá.
Micheleti disse vai aguardar o início dos trabalhos da Câmara dos Vereadores, no dia 15 de fevereiro, para voltar a discutir a questão.

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