O cobrador Paulo Wanheimburg (foto), 34 anos, foi condenado anteontem em Maringá a 14 anos de prisão em regime fechado pela morte do professor Alcir Cirilo de Queiroz, em março de 1998. O julgamento, que durou 12 horas, mobilizou ex-alunos, amigos e familiares de Cirilo, que lotaram o tribunal do júri durante boa parte dos trabalhos. O resultado não foi o esperado pela família mas, segundo o advogado Nei Carvalho da Silva, fortaleceu a tese de que Wanheimburg cometeu o crime por encomenda. ‘‘Cinco dos sete jurados acharam que foi encomenda’’, disse o advogado.
No depoimento Wanheimburg mudou a versão do crime mais uma vez. Logo após matar o professor Cirilo ele foi preso em Curitiba e disse que cometeu o crime porque teve um desentendimento com a vítima durante uma caminhada no Parque do Ingá. Pressionados pela família, os delegados da Polícia Civil de Maringá retomaram o caso e em junho passado o cobrador confessou que agiu por encomenda do tratador de cavalos Jaime Ferraz, de Jandaia do Sul (18 km a oeste de Apucarana).
Ele disse que Jaime, morto em maio do ano passado, pagaria R$ 5 mil pelo crime. Anteontem, diante do juiz, retomou a versão anterior, mas não conseguiu convencer nem sobre o que estaria fazendo em Maringá. A família do professor Cirilo, segundo o advogado Nei da Silva, acredita que o crime foi encomendado pelo prefeito Ivens Simão (PFL), de São João do Ivaí (75 km ao sul de Apucarana).
O prefeito nega qualquer envolvimento no crime, mas Silva lembra que uma auditoria na prefeitura, onde o professor Cirilo atuou junto com servidores municipais, apontou várias irregularidades. O advogado lembra ainda que o inquérito que apura o mando do crime, que já tem dois volumes, terá prosseguimento. ‘‘A polícia está empenhada em chegar ao mandante’’, disse.

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