Coberturas antigas substituem palitos
As informações dadas pelo presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Gabriel Ribeiro Campos, não são nada animadoras para os usuários. Segundo ele, desde janeiro do ano passado, quando houve o processo de licitação e assinado o contrato com a Transportes Coletivos Grande Londrina e a Francovig, as empresas ficaram encarregadas de instalar 640 novos pontos de ônibus. ''Todos eles foram instalados nos locais de maior fluxo de pessoas'', afirmou.
Os pontos mais antigos (com cobertura) estão substituindo os pontos palitos. Em média são feitas 70 substituições por mês. ''Não haverá ponto suficiente para substituir os pontos palitos, porque muitos pontos antigos tiveram que ser descartados por causa do estado precário'', justificou.
Um levantamento feito pela CMTU está identificando o número de pontos descobertos, para ser incluído no orçamento do município no ano que vem.
A prioridade da CMTU agora, segundo Campos, é instalar os pontos cobertos, mesmo sem a manutenção necessária. Depois desse processo, que deverá pouco mais de um ano, será feita a pintura. ''É preferível o usuário ter um ponto coberto, mesmo sem pintura, do que um ponto descoberto'', afirma.
De acordo com a CMTU, Londrina tem mais de 3,5 mil pontos de ônibus. Um levantamento está sendo feito pela companhia para identificar o número exato de pontos. ''Antigamente eram as empresas de ônibus que decidiam onde instalar os pontos, por isso, não existe esse controle'', afirma o presidente da CMTU.
O gerente da TCGL e presidente do Sindicato Patronal do Transporte Coletivo, Gildalmo Mendonça, afirma que tudo o que foi exigido no contrato foi cumprido, tanto pela Grande Londrina quanto pela Francovig.
''A proposta era instalar pontos de ônibus em vários locais'', afirmou Mendonça. No caso da Grande Londrina, a responsabilidade da empresa era de instalar 335 pontos e a Francovig, um total de 305. ''A CMTU indicou os locais e a exigência foi cumprida, com os novos modelos de abrigo''. (M.O)





