Cobertura de hospital é arrancada
A dona de casa Ana Aparecida de Oliveira, 45 anos, estava em estado de choque quando os vizinhos a socorreram, depois que uma árvore caiu sobre sua casa. Na região central da cidade, parte da cobertura da Santa Casa Monsenhor Guilherme foi arrancada pelo vento, destruindo completamente um carro estacionado em frente ao pronto-socorro.
Ana Aparecida estava sozinha por volta das 15h30 de ontem, quanto os granizos começaram a destruir as telhas da casa. Pouco depois, a árvore da calçada caiu na cobertura. Fiquei desesperada e comecei a pedir socorro, comentou a dona de casa, ainda traumatizada com a força da ventania que acompanhou a chuva. Ela ficou calma somente depois que o filho chegou do trabalho uma indústria que também foi alagada pelas chuvas.
Enquanto o vigia Darci Rodrigues da Silva, 32 anos, esperava sua mulher ser atendida pelos médicos do hospital, seu carro foi atingido por uma cobertura de zinco que se desprendeu de uma das alas do hospital. O teto do veículo foi perfurado pelas ferragens da armação e os vidros laterais e traseiro estilhaçados.
Tudo isso aconteceu porque estamos aguardando atendimento desde às 7 horas (o temporal iniciou às 15 horas). E agora quem vai pagar o prejuízo?, indagou Silva, dizendo que o carro, um chevete 83, não possuía seguro.
Segundo o chefe de manutenção da Santa Casa, Edmilson Eloi de Sousa, cerca de 600 metros quadrados de cobertura foram arrancados. Os setores mais atingidos foram os de atendimento particular, de hemodiálise e o departamento pessoal. Sorte que tínhamos poucos pacientes nestas alas, disse Sousa. (E.D.)





