Curitiba - Tudo o que foi dito por Edson Faria sobre a morte do empresário Miguel Donha teria sido ratificado por José, suspeito de co-autoria do homicídio, e que está sob custódia do Ministério Público. De acordo com o delegado Miguel Stadler, que comandou as investigações do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), José teria contado que foi contratado por Tico e realizou o serviço.
Stadler disse ainda que algumas fitas cassetes gravadas por Davi Inácio Mendes, assassinado em 2001, supostamente por saber demais sobre a morte de Donha e o crime organizado em Almirante Tamandaré, atestam o depoimento de Faria e José. As fitas apontariam como um dos autores intelectuais do crime o ex-policial militar Azemir Manfron. ''Infelizmente no inquérito original não deram credibilidade ao Faria. Ele falou a verdade'', complementou Stadler. Mendes era cunhado de Azemir.
No processo de Donha, foi anexado em janeiro deste ano o depoimento de Vânia de Souza Lopes, uma das testemunhas que estão sob a custódia da Justiça no caso de Almirante Tamandaré. No depoimento, Vânia diz que Barros era o mandante dos assassinatos de Donha e de Davi Mendes.
A mulher de Miguel Donha, Iara Donha, afirmou ontem que chegou a ser ameaçada para parar de pedir investigações sobre a morte do marido. As ameaças partiriam de uma amante do Tico, que gostava de lembrá-la que tinha três filhos adolescentes. ''Fiquei com muito medo na época. Tenho medo agora da repercussão destas matérias. Não sei o que fazer'', disse ela. (L.P.)

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