Josoé de CarvalhoTeoria e práticaPainéis para apresentação dos trabalhos de estagiários no Iapar: programa visa fomentar pesquisa e formar profissionais qualificados Os 25 estagiários do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) que participam do Programa de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), começaram ontem a apresentar os resultados de seus trabalhos aos assessores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão que coordena o programa. Desenvolvido através de parceria entre universidades, institutos de pesquisa e governo federal, o programa tem como objetivo principal formar quadros de profissionais qualificados. A avaliação é feita todos os anos em julho; além de considerar o aproveitamento do estagiário, confere a qualidade de ensino oferecida pela instituição.
‘‘Temos orgulho de ser classificados pelo CNPq como centro de referência nacional em excelência dentro da pesquisa’’, afirma o coordenador do comitê do programa no Iapar, Rogério Manuel de Lemos Cardoso. O programa foi implantado nacionalmente há 10 anos e, há oito anos o Iapar está entre as instituições que participam ativamente do Pibic. Anualmente alunos de várias universidades da região e de Londrina procuram o instituto na tentativa de conseguir uma bolsa de estudos.
Cardoso estima que, hoje, a procura é 100% superior ao número de vagas ofertadas pelo instituto, que atende em média a 25 estagiários por ano. A procura, acredita, se deve principalmente a importância e investimento que o instituto faz no programa. Para dar melhores condições de aproveitamento aos bolsistas, o Iapar criou quatro cursos para subsidiar o aprendizado. Durante o estágio, eles aprendem os princípios básicos da pesquisa; redação científica; análise estatística; e técnicas de apresentação em público.
Outra iniciativa do Iapar no sentido de otimizar o aproveitamento do Pibic foi a criação de um seminário específico para apresentação dos trabalhos incluídos no programa. ‘‘É a oportunidade de os estagiários mostrarem, na prática, o que aprenderam’’, diz Cardoso. Os estagiários acompanham e participam de atividades de projetos dos pesquisadores do Iapar, pré-cadastrados e aprovados pelo CNPq. As atividades são subprojetos específicos que permitem conclusão da pesquisa em um curto período, garantindo ao estagiário a possibilidade de passar por todos os estágios do trabalho. O pesquisador do Iapar atua como orientador.
Atualmente os 100 pesquisadores do Iapar estão trabalhando em 151 projetos subdivididos em 360 atividades. Nos oito anos o Iapar já beneficiou 116 bolsistas através do Pibic. O coordenador observa que o programa é um poderoso instrumento de estímulo à pesquisa e reforça a política de priorização da área. ‘‘Com a globalização, a única forma de vencer e se impor no mercado nacional e internacional é produzir com qualidade, quantidade e a baixo custo. Dentro desta análise, a pesquisa retoma o papel de importância que sempre deveria ter tido.’’
Como incentivo, o CNPq paga uma bolsa aos estagiários de aproximadamente R$ 250,00 por mês. O estágio tem validade por um ano, mas pode ser renovado por mais um ou dois anos de acordo com o projeto que está sendo desenvolvido, o aproveitamento do bolsista e o ano em que ele se encontra na faculdade. A bolsa só beneficia universitários.
Nos últimos dois anos, o programa investiu mais de R$ 33 milhões em 14.065 bolsas concedidas a 118 instituições de ensino superior e institutos de pesquisa do país. A perspectiva é que, no biênio 97/98, o CNPq invista R$ 40 milhões no programa, ampliando para 14.186 o número de bolsas concedidas. A apresentação dos trabalhos prossegue até a tarde de hoje. Na conclusão do estágio, os bolsistas recebem certificado do Ministério da Ciência e Tecnologia e Iapar.

mockup