CMTU vai revisar planilha do transporte
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terça-feira, 23 de novembro de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Empresas e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) evitam em falar de reajuste, mas técnicos da diretoria de trânsito da companhia devem começar nos próximo dias um processo de revisão da planilha do transporte coletivo. O estudo vai verificar o custo do serviço e apontar se há necessidade de aumentar a tarifa, hoje em R$ 1,60. O último aumento aconteceu há 17 meses.
A revisão é um pedido do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Municipal de Passageiros e de Características de Metropolitano de Londrina (Metrolon) face ao aumento de insumos, principalmente o óleo diesel. Segundo o presidente do sindicato, Gildalmo de Mendonça, o último pedido de revisão de planilha foi protocolado em outubro junto a CMTU. O aumento acumulado do combustível é de R$ 15,07%.
Mendonça evitou apontar um índice de reajuste ideal da tarifa. ''O que ocorre é que as empresas estão tendo perdas, nos assusta falar em reajuste quando sabemos que tem muita gente andando a pé'', afirma. Segundo ele, o sindicato já teria apresentado sugestões a CMTU. Entre elas a diminuição da taxa de gerenciamento já solicitada durante as negociações entre Metrolon e sindicato dos motoristas. ''Esse não é um problema só daqui, o governo precisa começar a pensar em subsidiar o transporte'', sugere.
A presidente da CMTU Rosimeire Suzuki Lima afirma que não há previsão para o término do processo de revisão da planilha. Ela também não confirmou a possibilidade de reajuste próximo. ''Não sabemos se será necessária uma recomposição mesmo porque o combustível não é o único item da planilha'', desconversa. Segundo ela, por enquanto, a CMTU não trabalha com a possibilidade de reajuste antes do final do ano.
No último reajuste, de 18,5%, a passagem passou de R$ 1,35 para o atual R$1,60 sob protestos e muita resistência. Na época, o reajuste do salário dos funcionários foi a principal argumentação das empresas e CMTU para liberar o aumento. Questionamentos do Monistério Público fizeram o município adiar o vigoramento da tarifa por uma semana e estudantes tomaram as ruas da cidade. Em um dos protestos, realizados no Terminal Central, uma pessoa morreu atropelada.


