Londrina - A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) anunciou ontem que abrirá até amanhã o processo de licitação para retomada dos serviços de capina, roçagem e limpeza de áreas públicas e particulares em Londrina. O trabalho está parado desde setembro, quando o contrato com a empresa Visatec foi rescindido unilateralmente pela administração municipal.
Segundo o presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas, se nenhuma empresa participante entrar com medidas judiciais, o processo deverá ser concluído em 15 dias e os serviços, iniciados em novembro. O prazo é considerado o máximo que a cidade pode esperar pelo serviço, já que a partir de novembro o clima se torna mais chuvoso e quente, propiciando a proliferação do mosquito transmissor da dengue.
"Vamos iniciar o pregão e se no decorrer do processo alguma empresa entrar com mandado de segurança poderemos acionar os orçamentos emergenciais que já estão em nossas mãos, pois o prazo de entrega expirou na semana passada. Mas essa possibilidade só caberá se houver uma demora no pregão. É como um plano B", comentou.
Para os serviços, a cidade foi dividida em quatro lotes: capina e roçagem das regiões Norte e Sul, serviços de limpeza da região dos Lagos e limpeza e retirada de entulhos de terrenos públicos e particulares.
Segundo Geirinhas, as regiões Norte e Sul têm cerca de 2,5 milhões de metros quadrados cada para serem roçadas. Já para a limpeza nos lagos, a estimativa é de 1,8 milhão de metros quadrados.
"Pelo fato de dividirmos a cidade em lotes um pouco menores, estamos prevendo para cada uma das empresas que ganhar que ela seja capaz de mensalmente carpir e capinar toda a região. Antes, os serviços ocorriam em média a cada três meses. Agora, esse atendimento mensal é uma exigência", declarou.
Geirinhas também explica que em relação à limpeza de terrenos privados, a CMTU deve cobrar da própria população, mas em relação aos públicos, mo plástico e papel. "Como não temos recursos para atender a cidade inteira, esses picoteiros limparão as ruas que não são atendidas pela varrição", completou, se referindo a localidades fora do quadrilátero central.
A previsão é que sejam retirados 5 mil caminhões de entulhos dos 250 pontos de descarte irregular de lixo. "Entre fevereiro e abril deste ano retiramos 4,4 mil caminhões. Se o poder público não fizer nada a contento, daqui a pouco vamos retirar 6 mil caminhões. Existe um trabalho de médio a longo prazo na questão da educação ambiental junto à população, mas também estamos atuando em diversas frentes", declarou. Geirinhas citou o emplacamento de carroças como uma forma de conter o descarte irregular de lixo.
"Infelizmente não temos como aumentar a fiscalização porque não temos agentes suficientes. Nós sabemos que não são os carroceiros, mas muitos carros e caminhões que fazem esse descarte criminoso. Queremos que as pessoas denunciem, inclusive com fotografias, para que possamos aplicar as penalidades, que incluem a apreensão do veículo utilizado para essa irregularidade", afirmou.
Para completar, Geirinhas comenta que busca recursos para a implantação dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). "Imaginamos que Londrina necessita de dez a 15 PEVs distribuídos nas regiões. Eles serão uma solução", concluiu.

Leia também:

- Moradores cobram solução

mockup