CMTU testa semáforo inteligente
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terça-feira, 29 de setembro de 2015
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) está testando um sistema de "semáforo inteligente" na esquina das ruas Humaitá e Anna Moreno de Mello Menezes, na área central de Londrina. O dispositivo dá preferência para o fluxo de veículos na via mais movimentada.
O sistema permite que o semáforo da Rua Anna Moreno de Mello Menezes permaneça fechado quando não tem fluxo de veículos. Quando um automóvel se aproxima da esquina um sensor identifica a presença e libera o trânsito, fechando o semáforo para veículos e pedestres na Humaitá.
O sensor foi instalado próximo do sinaleiro, mas o veículo pode parar a uma distância de uma moto do sensor que, ainda assim, ele identifica a presença. O sinal fica aberto entre 18 e 20 segundos, depois volta a funcionar no ciclo de três tempos e, na sequência, se não tiver nenhum carro na Anna Moreno, ele fica fechado.
O "semáforo inteligente" ficará em testes por 15 dias. Durante este período a CMTU vai monitorar o comportamento dos condutores. A intenção é adotar o sistema em outros sete pontos da cidade. "Neste período de testes vamos monitorar o funcionamento e verificar os possíveis ajustes necessários", explicou Hemerson Pacheco, diretor de trânsito da CMTU.
O "semáforo inteligente" é uma tecnologia aplicada em outras cidades brasileiras. O diferencial de Londrina é a forma como ele foi implantado. Pacheco explicou que a CMTU aproveitou peças de semáforos que estavam fora de operação para montar o sistema. "Neste momento em que se fala em controle dos gastos públicos, nós reciclamos os equipamentos possibilitando a utilização das peças", disse.
Além do sensor de presença, a CMTU também instalou uma botoeira para pedestres na Rua Humaitá. Para atravessar na faixa, o pedestre precisa apertar a botoeira para o sinal fechar para os carros. Foram instaladas placas orientando os pedestres, mas nem todos notaram a novidade.
A estudante Naiara Briega, de 23 anos, ficou esperando alguns minutos o fechar o sinal até perceber que precisava apertar o botão. "Não tinha visto a placa. Achei uma ideia interessante. Aqui, às vezes, demora para conseguir atravessar por causa do movimento."
A medida, de acordo com Pacheco, também é educativa, para que as pessoas atravessem na faixa de pedestre. "Este modelo também conta com a botoeira para que as pessoas possam atravessar com segurança", ressaltou o diretor. Ele enfatiza que "o londrinense não está acostumado com a botoeira" e não descarta um trabalho de orientação. "Quando estávamos instalando o sistema, percebemos que muitas pessoas atravessam fora da faixa ou com o sinal aberto para os carros, o que é perigoso."
O pedestre tem em torno de 20 segundos para atravessar a rua, mas segundo Pacheco, neste período de teste será a avaliada a necessidade de ampliar ou não este tempo. "Na Rua São João implantamos uma botoeira e verificamos que lá tem muito idoso atravessando a via, então estamos estudando a instalação de uma ilha de pedestre para facilitar a travessia dos idosos", explicou.
Os semáforos da Avenida Maringá com a Rua Astorga também contam com botoeiras e a CMTU está planejando inserir na travessia da Higienópolis com a Rua Montevidéu. Londrina conta com 23 botoeiras. Os sistemas mais antigos estão na Avenida Duque de Caxias, em frente à Prefeitura, e na Avenida Saul Elkind.