A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) está testando um sistema de "semáforo inteligente" na esquina das ruas Humaitá e Anna Moreno de Mello Menezes, na área central de Londrina. O dispositivo dá preferência para o fluxo de veículos na via mais movimentada.
O sistema permite que o semáforo da Rua Anna Moreno de Mello Menezes permaneça fechado quando não tem fluxo de veículos. Quando um automóvel se aproxima da esquina um sensor identifica a presença e libera o trânsito, fechando o semáforo para veículos e pedestres na Humaitá.
O sensor foi instalado próximo do sinaleiro, mas o veículo pode parar a uma distância de uma moto do sensor que, ainda assim, ele identifica a presença. O sinal fica aberto entre 18 e 20 segundos, depois volta a funcionar no ciclo de três tempos e, na sequência, se não tiver nenhum carro na Anna Moreno, ele fica fechado.
O "semáforo inteligente" ficará em testes por 15 dias. Durante este período a CMTU vai monitorar o comportamento dos condutores. A intenção é adotar o sistema em outros sete pontos da cidade. "Neste período de testes vamos monitorar o funcionamento e verificar os possíveis ajustes necessários", explicou Hemerson Pacheco, diretor de trânsito da CMTU.
O "semáforo inteligente" é uma tecnologia aplicada em outras cidades brasileiras. O diferencial de Londrina é a forma como ele foi implantado. Pacheco explicou que a CMTU aproveitou peças de semáforos que estavam fora de operação para montar o sistema. "Neste momento em que se fala em controle dos gastos públicos, nós reciclamos os equipamentos possibilitando a utilização das peças", disse.

CMTU testa ‘semáforo inteligente’
CMTU testa ‘semáforo inteligente’ CMTU testa ‘semáforo inteligente’ CMTU testa ‘semáforo inteligente’ CMTU testa ‘semáforo inteligente’ CMTU testa ‘semáforo inteligente’ CMTU testa ‘semáforo inteligente’ CMTU testa ‘semáforo inteligente’ CMTU testa ‘semáforo inteligente’ CMTU testa ‘semáforo inteligente’ CMTU testa ‘semáforo inteligente’


Além do sensor de presença, a CMTU também instalou uma botoeira para pedestres na Rua Humaitá. Para atravessar na faixa, o pedestre precisa apertar a botoeira para o sinal fechar para os carros. Foram instaladas placas orientando os pedestres, mas nem todos notaram a novidade.
A estudante Naiara Briega, de 23 anos, ficou esperando alguns minutos o fechar o sinal até perceber que precisava apertar o botão. "Não tinha visto a placa. Achei uma ideia interessante. Aqui, às vezes, demora para conseguir atravessar por causa do movimento."
A medida, de acordo com Pacheco, também é educativa, para que as pessoas atravessem na faixa de pedestre. "Este modelo também conta com a botoeira para que as pessoas possam atravessar com segurança", ressaltou o diretor. Ele enfatiza que "o londrinense não está acostumado com a botoeira" e não descarta um trabalho de orientação. "Quando estávamos instalando o sistema, percebemos que muitas pessoas atravessam fora da faixa ou com o sinal aberto para os carros, o que é perigoso."
O pedestre tem em torno de 20 segundos para atravessar a rua, mas segundo Pacheco, neste período de teste será a avaliada a necessidade de ampliar ou não este tempo. "Na Rua São João implantamos uma botoeira e verificamos que lá tem muito idoso atravessando a via, então estamos estudando a instalação de uma ilha de pedestre para facilitar a travessia dos idosos", explicou.
Os semáforos da Avenida Maringá com a Rua Astorga também contam com botoeiras e a CMTU está planejando inserir na travessia da Higienópolis com a Rua Montevidéu. Londrina conta com 23 botoeiras. Os sistemas mais antigos estão na Avenida Duque de Caxias, em frente à Prefeitura, e na Avenida Saul Elkind.

mockup