CMTU testa equipamento que melhora visibilidade do motorista
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 29 de abril de 2003
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) instalaram, na manhã de ontem, espelhos parabólicos no cruzamento das ruas Santos com Pará e Borba Gato com Senador Souza Naves (área central). Segundo o diretor de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, o equipamento permite visibilidade de tráfego na via em que os motoristas pretendem atravessar.
''A Rua Pará é uma preferencial em que os motoristas trafegam em alta velocidade, ocasionando muitos acidentes; o espelho evitará o avanço dos carros que vêm da Santos sobre a faixa de pesdestres, diminuindo o risco de acidentes e melhorando o fluxo de veículos'', explicou Grotti Júnior.
Os aparelhos serão testados durante 30 dias para que sua eficiência possa ser avaliada pela CMTU e Ippul. A companhia considera o prazo suficiente. Já para o motorista se acostumar a olhar o espelho pode demorar alguns meses. ''Levará tempo até o motorista consultar também o espelho para atravessar'', avaliou.
A empresa Reflecor Segurança de Trânsito e Representações, de Curitiba, instalou gratuitamente os dois aparelhos para que o município possa realizar os testes. Os espelhos são utilizados em países como Japão e Argentina.
No Brasil, cidades como Curitiba, Guarapuava, Cascavel, Florianópolis e Joinville, em Santa Catarina, já testaram os equipamentos. O sócio-gerente da Reflecor, Rubens Leal, informou que em breve Maringá também receberá os espelhos parabólicos para teste. A CMTU e o Ippul aguardam o período de teste, para, se comprovada a eficácia dos aparelhos, avaliar os pontos de instalação e os custos dos espelhos.
Em Cascavel, a prefeitura instalou espelhos em três esquinas no início do ano passado por 90 dias, como experiência, mas não adotou o equipamento. Segundo o engenheiro do setor de engenharia de tráfego da Companhia Cascavelense de Transporte de Tráfego (CCTT), Arnaldo Cabello Júnior, o espelho foi reprovado porque não produziu os resultados esperados na redução de acidentes e porque era muito caro. ''O município tinha outras prioridades na época'', explicou. (Colaborou Fábio Galão)


