CMTU tenta convencer agricultores
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terça-feira, 08 de julho de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Agricultores da Colônia Coroados (zona sul) estão se mobilizando para tentar contestar o relatório da Ambienge que sugeriu uma área de 25 alqueires na região como a ideal para implantação do novo aterro sanitário de Londrina. Hoje eles visitam, junto com funcionários da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), os outros dois terrenos, também na zona sul, que estavam cotados para abrigar o aterro. A CMTU havia anunciando, anteontem, que a área próxima à Colônia Coroados era a mais indicada, segundo relatório de impacto ambiental produzido para empresa Ambiege Engenharia.
A visita foi um pedido da Associação de Produtores da Colônia Coroados (Aprocor) à CMTU. O objetivo dos produtores é tentar reverter a implantação do aterro. O presidente da Aprocor, João José da Silva, diz que a implantação do aterro está fazendo com que os produtores pensem em vender as terras. De acordo com ele, a associação já entrou em contato com biológos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que os ajudariam a contestar o laudo.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, avaliou positivamente a visita dos agricultores às outras áreas e acredita que vai conseguir chegar a um acordo. Apesar da proposta ainda ter que ser submetida à audiência pública, ele anunciou que, no início do próximo mês, a CMTU reúne-se com a Aprocor para começar a discutir as compensações. A CMTU deve enviar hoje o relatório da Ambienge ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para obtenção de autorização do projeto.


