A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) enviou ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) um ofício pedindo nova análise do processo de instalação de uma Central de Tratamento de Resíduos (CTR) no município, em substituição ao atual Aterro Controlado do Limoeiro, na Zona Sul. A atual área recebe cerca de 370 toneladas de lixo domiciliar por dia e sua vida útil, com uma margem de segurança, é de 30 meses.
A Área 2 sugerida pela CMTU também está localizada na Zona Sul, na saída para o distrito de Maravilha, fora da área de expansão urbana. ''A princípio nos parece que o tipo de solo do local é indicado para este fim e não ofereceria riscos de contaminação do lençol freático'', informou o presidente da companhia, Mauro Yamamoto. O município pretende obter a licença prévia do IAP para que a área possa receber e tratar todo tipo de resíduo. No atual aterro é depositado apenas lixo doméstico orgânico. Às Ongs da Coleta Seletiva cabe o papel de recolher 110 toneladas de material reciclável por dia.
Yamamoto esclareceu que a área sugerida tem aproximadamente 10 alqueires (240 mil metros quadrados) e é de propriedade particular. Portanto, se o licenciamento for aprovado, será preciso abrir um processo de desapropriação da área. Anteriormente duas outras áreas foram sugeridas, também na Zona Sul, porém não aprovadas pelos riscos de danos ao lençol freático.
O presidente do IAP, Carlos Hirata, esclareceu que a análise será feita pela câmara técnica do órgão, em Curitiba, levando em consideração todos os aspectos técnicos da legislação em vigor. Segundo Hirata a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente se mostrou favorável à instalação da CTR no local, e ele próprio considerou a área própria para este fim. ''Acreditamos que até o final de agosto tenhamos o parecer técnico'', disse.
Recentemente o município prorrogou por 60 dias o contrato de administração do Aterro Controlado, que está sob responsabilidade de uma empresa de Curitiba, a um custo mensal de R$ 118 mil. A prorrogação feita na sexta-feira passada foi necessária, de acordo com Yamamoto, porque empresas que concorrem na licitação pública questionaram pontos do edital.

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