CMTU retomará cadastro de mototaxistas
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sexta-feira, 31 de julho de 2009
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
A lei que regulamenta as profissões de motoboy e mototaxista, sancionada no dia 29 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve tirar da informalidade mais de 50 mil profissionais no Paraná apenas 30% dos 80 mil motoboys têm registro em carteira, segundo o governo estadual. Em Londrina, em torno de 900 motociclistas que trabalham formal e informalmente devem ser beneficiados. Segundo o diretor de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Sérgio Dalbem, apenas 500 mototaxistas estão cadastrados o restante trabalha na clandestinidade.
De acordo com Dalbem, a nova regulamentação coincide com alguns pontos da legislação londrinense: veículo com, no máximo, cinco anos de uso; metálica traseira para acomodar bagagens e oferecer apoio ao passageiro; curso de formação e equipamento de segurança obrigatório, entre outros.
Habilitados devem ter idade mínima de 20 anos e experiência de um ano e a potência das motocicletas podem variar entre 125 e 250 cilindradas, completa o diretor de trânsito. Para ele, a recente campanha de cadastramento de mototaxistas realizada pelo Município já melhorou a forma de condução e garantiu profissionalismo à categoria.
Com a nova lei, o Município deve retomar o cadastramento e ampliar a fiscalização, que está parada por falta de agentes de trânsito, diz Dalbem, explicando que hoje os profissionais devem comparecer à CMTU ocasionalmente para ter o veículo e a documentação vistoriados. Verificar quem são os clandestinos é difícil, admite.
Para Dalbem, a nova legislação transformará o motoboy em profissional e com isso a tendência é de que a condução seja mais preventiva, além de ser uma forma de mostrar ao cliente que ele pode confiar no serviço. Segundo ele, hoje o mototáxi é mais utilizado no transporte de cargas do que de passageiros. Não temos registro de reclamações de clientes, mas sim da clandestinidade, assinala.
Ainda conforme o diretor, a CMTU vai avaliar a repercussão da nova lei na categoria para se organizar. Acredito que o prazo de um ano é suficiente para as adequações, até porque vamos precisar de apoio dos policiais militares de trânsito para a realização dos cursos de formação.


