A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina não está mais permitindo o comércio de ambulantes dentro do Terminal Urbano de Londrina. Desde ontem, um grupo de agentes da Companhia está fiscalizando o local diariamente. A medida tem como objetivo eliminar a presença de todos os ambulantes que estiverem comercializando qualquer tipo de produto no interior do prédio. Inconformados, um grupo de 50 ambulantes que comercializavam cartões-transporte a preços menores que a tarifa normal (R$ 2,00), protestaram ontem de manhã na frente do Terminal contra a CMTU.
Segundo o diretor de Trânsito da Companhia, Alvaro Grotti Júnior, a ação do órgão tem como objetivo cumprir o Código de Posturas do município. Ele garantiu que a fiscalização não permitirá mais a presença dos ambulantes. ''Já tivemos algumas operações isoladas mas dessa vez a idéia é que os agentes fiquem permanentemente dentro do terminal para coibir e orientar. Não adianta eles protestarem porque não vamos aceitar a ação irregular da venda de mercadorias dentro do terminal. Quem for pego vai ter suas mercadorias apreendidas'', disse.
Além dos agentes municipais, que contam com pelo menos seis funcionários atuando diariamente no interior do prédio, vigilantes contratados pelas empresas Francovig e Grande Londrina também estão colaborando com a CMTU na ação. Segundo Grotti, eles vão fiscalizar e avisar os agentes da CMTU quando encontrarem ambulantes no local.
O ambulante Osmar Amantea Filho, que comercializa cartões-transporte há cerca de dois anos, disse que os ''ambulantes precisam do dinheiro da venda para sobreviver'' e que eles estarão se reunindo para ir até a prefeitura pedir apoio. ''Temos família para sustentar e já estamos com os cartões comprados, precisamos vender'', argumentou.
Grotti reforçou que a venda ilegal de qualquer produto não será permitida. ''O ambulante poderá passar pelo terminal para utilizar o transporte coletivo, mas se permanecer ali vendendo, será autuado. Além dos cartões, tem a questão dos alimentos, que ninguém sabe a procedência, não passam por vigilância sanitária'', disse.

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