CMTU reiniciará fiscalizações no Calçadão
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sexta-feira, 15 de julho de 2005
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
A partir da próxima semana, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) retoma as ações fiscalizatórias em áreas públicas de Londrina, autuando ambulantes e apreendendo produtos. O anúncio foi feito ontem pelo diretor de Trânsito e Fiscalização da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, durante uma ação em que agentes distribuíram folhetos com alertas sobre as penalidades a que estão sujeitos os camelôs. Grotti destacou, inclusive, que as ações devem contar com apoio de outros organismos, como a Receita e Polícia federais, além da Polícia Militar.
No início das atividades, realizadas ontem na Área Central de Londrina, os fiscais limitaram-se à distribuição dos panfletos. Nenhum material foi apreendido. Ainda assim, a revolta tomou conta de um grupo de cerca de 15 ambulantes, reunidos para discutir os impactos da proibição. Um dos camelôs, identificado como Dijalma Montesso, tentou agredir um fotógrafo. ''Vocês da imprensa nunca nos apóiam, nos chamam de barderneiros, de 'MST'. São uns vendidos.''
Depois de acalmar-se, Montesso explicou o motivo para a revolta. ''Quando começaram a apreender nossos produtos e impedir nosso trabalho, procuramos a CMTU para tentar regularizar a nossa situação, mas até agora nada. Nem oferecer alguma vaga de emprego para a gente eles oferecem. Só estamos na rua vendendo porque não temos emprego'', alegou. Segundo ele, a reunião com representantes da companhia teria acontecido duas semanas antes de um quebra-quebra promovido no dia 17 de novembro por ambulantes na sede da CMTU, quando alguns computadores e a bancada de atendimento foram destruídos. O prejuízo foi estimado em cerca de R$ 5 mil.
Grotti confirmou os contatos dos ambulantes com a secretaria, mas negou qualquer possibilidade de regularização da atividade. ''A venda de produtos em áreas públicas fere o Códido de Posturas do Município. Isso impede qualquer alternativa para regularização'', disse. Sobre a possibilidade de oferecer oportunidades de emprego aos ambulantes, Grotti disse que ''tal serviço não é uma atribuição da CMTU. Para isso, a cidade conta com a Agência do Trabalhador''. Para ele, outra alternativa aos camelôs seria tentar o cadastramento em uma das feiras livres da cidade.
Ainda de acordo com o diretor da companhia, a CMTU deve manter, a partir da próxima semana, duas equipes permanentes para fiscalização do Calçadão. Segundo ele, as ações também vão acontecer de forma mais rígida. ''Realizamos a panfletagem porque muitos ambulantes alegavam que desconheciam o Código de Posturas e que por isso continuavam a vender em áreas públicas. Mas em breve vamos voltar a apreender mercadorias.''


