A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) entra hoje com recurso junto à 8ª Vara Cível contra a liminar concedida, na última sexta-feira, à Vega Engenharia Ambiental. A liminar suspendeu a abertura de envelopes prevista para ontem, com as propostas financeiras das duas concorrentes à licitação para execução de coleta de lixo na cidade. A preocupação da CMTU também passa a ser o contrato emergencial para o serviço, que vence em 8 de abril.
De acordo com o presidente da CMTU, Wilson Sella, na contestação, a companhia pede ao juiz da 8ª Vara Cível, Ademir Ribeiro Richter, a reconsideração da decisão que resultou na liminar ou o julgamento do mérito o mais rápido possível. A CMTU ainda pretende recorrer ao Tribunal de Justiça, em Curitiba, se não conseguir o resultado esperado em Londrina.
A contestação deveria ter sido protocolada ontem, mas o processo estava em poder da Vega e só foi devolvido ao Fórum depois das 17 horas. ‘‘Fomos prejudicados, perdemos um dia numa semana com feriado’’, disse o presidente da comissão de licitação da CMTU, Marco Antônio Bacarin. Para o juiz, não houve prejuízo, já que a CMTU tem 20 dias para sua contestação.
Ontem, o Consórcio Copama (formado pela Ecosystem, de Curitiba, e Transportes 9 de Julio, de Rosário, Argentina), habilitado para concorrer na licitação, tomou ciência do processo. Mas a empresa não conseguiu cópia autenticada do processo, também por causa do horário que foi devolvido ao Fórum. ‘‘Perdemos tempo’’, disse o representante legal do consórcio, Sebastião Fernando de Magalhães.
De acordo com ele, o interesse da empresa é se defender das acusações levantadas pela Vega. Magalhães também adiantou que hoje a empresa deve entrar na Justiça com uma ação contra a Vega. ‘‘Vamos contra-atacar. Estamos juntando documentos contra a Vega, no Ministério Público, por má execução de serviços.’’
Até o final dessa semana, segundo Sella, o contrato emergencial para coleta de lixo deve ser definido. A CMTU está fazendo consulta de preços, que não poderão ser maiores que o cobrado hoje pela Vega, R$ 510 mil por mês. ‘‘A idéia é fazer um contrato emergencial por seis meses, revogável a qualquer momento.’’
O Copama também está interessado no contrato emergencial.

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