A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) já recolheu 2.302 metros cúbicos de lixo espalhados por fundos de vale e terrenos baldios da Zona Leste de Londrina. O volume deu para encher 342 caminhões caçamba.
O recolhimento do lixo teve início há uma semana e foi uma determinação da Promotoria de Saúde Pública, que viu na sujeira um grave problema sanitário. A preocupação foi com a proliferação do mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, já que a cidade registrou duas vezes em uma década epidemia da doença. Neste ano foram apenas 75 casos confirmados da doença.
A CMTU vem encontrando todo tipo de material na região, desde eletrodomésticos velhos a materiais de construção civil. ''Essa região tem muita ocupação irregular e carroceiros. É necessário fazer um trabalho de conscientização com moradores, educação ambiental em sala de aula, ações sociais, senão iremos enxugar gelo'', ponderou o diretor de Operações, Décio Zulian.
O lixo recolhido passa por triagem no setor. ''O que é reciclável encaminhamos para as cooperativas de catadores. Aquilo que poderia ser comercializado determinamos que as pessoas não façam novos tipos de acomodações e vendam os produtos. O rejeito mandamos para a CTR (Central de Tratamento de Resíduos) e o entulho vai para o antigo lixão (aterro sanitário do Limoeiro)'', explicou Zulian. A CMTU tem uma autorização da Promotoria Pública para destinar materiais para o lixão desde que o entulho seja compactado e aterrado. A força-tarefa deve durar mais uma semana.
Lira
O índice de infestação do mosquito na cidade é de 1%. Embora o índice geral esteja dentro do preconizado pelo Ministério da Saúde, a Zona Leste se mantém acima da média (1,60%, seguida pela Oeste (1,35%). Os dados foram divulgados ontem pelo Comitê Municipal de Combate e Controle à Dengue, com base no Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (Lira), realizado nesta semana.
De acordo com o coordenador de Endemias, Elson Belisário, no levantamento realizado na primeira semana de agosto, o índice médio de infestação ficou em 0,6%. ''Em função do clima quente, que ajuda na proliferação do mosquito, este pequeno aumento é comum.'' Ele alertou, porém, que a população deve fazer a sua parte, ''pois o controle da doença não cabe apenas ao poder público''. ''Cada família deve fazer revisão no domicílio pelo menos uma vez por semana para eliminar possíveis criadouros'', solicitou. (Colaborou Aline Vilalva)

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