CMTU quer regularização das caçambas
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terça-feira, 01 de outubro de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) se reunirão amanhã com as empresas de locação de caçambas que são colocadas nas vias para recolher entulho e lixo. O objetivo é definir um novo prazo para que os responsáveis se adequem ao Código de Posturas do município. O primeiro prazo venceu em fevereiro deste ano, mas como houve troca da equipe na CMTU com a nova administração, ficou decidido que haverá uma nova carência. Um dos itens que deve causar polêmica é o da cobrança de taxa por uso da vaga de estacionamento em via pública.
Segundo o presidente da CMTU, Carlos Geirinhas, já aconteceram acidentes fatais envolvendo caçambas na cidade, justamente por falta de sinalização, o que dificulta sua visualização. A padronização visa evitar esse tipo de ocorrência.
"Essas caçambas deveriam ser bem sinalizadas, com o padrão de faixas refletivas semelhantes aos dos caminhões", observou o vendedor autônomo Marcelo Augusto de Souza, de 21 anos. Ele é motociclista e reforça que o risco de acidentes é grande com as caçambas sem sinalização.
A legislação que trata do assunto, modificada e que entrou em vigor em novembro do ano passado, prevê que a caçamba deve ser de material resistente e inquebrável, possuir um triângulo sinalizador refletivo, ser de cor amarela e conter, em todas as faces, numeração expedida pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), entre outras exigências.
Geirinhas destacou ainda que as empresas deveriam colaborar e separar o material para que tenha destino correto. Atuam no município 11 empresas de locação de caçambas.
A reportagem circulou por algumas ruas de Londrina e constatou várias caçambas fora do padrão, com cores azul, branca, verde e algumas com até três tonalidades. Sobre as dimensões da faixa refletiva, algumas delas também estavam fora das especificações ou desgastadas. Outro problema detectado é que poucos contêineres possuíam a numeração fornecida pela CMTU pintada em sua face externa.
Empresários ouvidos pela reportagem alegam que não foram consultados para a modificação da lei e sugerem que a regulamentação volte ao que estava em vigor em 1996, quando foi promulgada a lei 6.521. Por essa lei, a caçamba deve ser de cor clara nas quatro faces laterais e conter um triângulo sinalizador com dimensões, cores e características padronizadas, mas bem distante da exigência de um triângulo de 1,5 m².
Os empresários afirmam não se opor à determinação de numeração das caçambas, mas criticam a exigência de pintura padronizada porque cada empresa adotou cores que facilitam a sua identificação. Sobre o pagamento de taxas, eles argumentam que a cobrança irá inviabilizar o negócio. Também alegaram que é impossível colocar um triângulo com 1,5 m² sem que as outras informações da caçamba fiquem visíveis.
Eles reclamam ainda que se a segregação do material for cobrada pelo poder público deve haver algum tipo de compensação financeira. Isso porque, argumentam, a empresa que opera o aterro para onde são destinados os entulhos já cobra uma taxa para realizar esse serviço. Em média, a empresa cobra R$ 200 por caçamba.


