Londrina pode ter áreas específicas para receber entulhos da construção civil. A medida foi uma das alternativas levantadas ontem na primeira reunião do grupo técnico formado para criar propostas para resolver o problema. O grupo, que se reuniu ontem na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), faz parte do Comitê de Políticas de Gestão de Resíduos Sólidos de Londrina.
Segundo a diretora de Operações da CMTU, Rosimeiri Suzuki Lima, a primeira medida será a realização de um levantamento da quantidade de entulho produzido em Londrina. ''Trabalhamos apenas com estimativas dessa quantidade, queremos um número mais exato para darmos uma destinação correta'', afirmou. A CMTU estima que sejam produzidos em Londrina cerca de mil toneladas de entulho diariamente.
O outro encaminhamento definido na reunião de ontem foi a identificação dos pontos de depósitos de entulhos clandestinos no município. Rosimeiri explica que a idéia é instalar nos pontos de maior concentração uma Área de Triagem e Transbordo (ATT). A idéia é criar uma ATT em cada região de Londrina. Nesses locais, segundo a diretora da CMTU, os materiais seriam separados, e cada um teria uma destinação correta.
Uma delas seria a reciclagem do entulho na Central de Moagem que hoje está desativada. Rosimeiri diz que um grupo, formado pelo Sinduscon e representantes dos caçambeiros que recolhem o material, fará um estudo da viabilidade de se reativar a central e determinar que tipo de produto poderia ser fabricado por ela. ''Quando a central estava em operação, foram produzidos blocos para a construção de casas no conjunto Cambezinho (zona oeste) e na Vila Marízia (região central)'', disse.
Rosimeiri afirma que a CMTU em parceria com Secretaria do Ambiente (Sema) e Secretaria de Assistência Social deverá fazer o cadastramento de todos os que atuam no setor por região de moradia e trabalho, para mapear os locais a serem utilizados nos chamados ''bota-fora''. Ela explica que dessa forma será possível determinar uma área específica para receber o entulho produzido em pequenas reformas.
Outro assunto tratado na reunião foi a destinação de sucatas domésticas, como sofás, geladeiras, fogões entre outros produtos que o serviço de coleta domiciliar não recolhe. ''Um grupo também vai estudar a destinação desse material. Podemos implantar a coleta desses produtos, estipulando um dia específico para cada região'', apontou Rosimeiri.
Todo esse levantamento deverá estar parcialmente concluído até o dia 20 de outubro, quando está marcada nova reunião do grupo. Amanhã será a vez do grupo responsável pelo estudo da destinação do lixo doméstico e coleta seletiva para reciclagem, se reunir no auditório da CMTU. O encontro começa às 10 horas.

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