CMTU quer fazer levantamento de custos
No Terminal Rodoviário José Garcia Villar, inaugurado em 1988 em Londrina, os danos estruturais evidenciam a má conservação. As infiltrações aparentes no saguão principal, no teto e paredes do terminal comprometem a estrutura e oferecem risco à segurança dos passageiros e funcionários do local.
Para Nelson Oliveira, que passa pela rodoviária duas vezes por semana, o piso escorregadio é um perigo iminente. "Como tem infiltração direto e em vários pontos, o piso permanece molhado e o risco de alguém escorregar aqui é muito grande", aponta.
Em junho de 2012, fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR), juntamente com o Corpo de Bombeiros, realizaram uma vistoria e constataram, além de problemas de infiltração, inadequações na rede elétrica e risco na área central de gás.
A administração da rodoviária é da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que através da assessoria de imprensa, informou que o relatório de exigências formulado pelo Crea-PR foi entregue apenas na semana passada. A CMTU encaminhou nos últimos dias um pedido ao órgão, solicitando um prazo de 60 dias para avaliação do relatório.
Durante este período, a Companhia espera fazer um levantamento de custos e definir em que ritmo poderá atender a todas as exigências. Além desse prazo, a Companhia pretende contar com o trabalho paralelo de um engenheiro, que será responsável pela análise da estrutura do terminal. Porém, o profissional ainda não foi definido.
Na semana passada, a Secretaria Municipal de Obras anunciou que deverá preparar um laudo técnico para levantar os problemas dos prédios públicos na cidade, o que inclui a Rodoviária e então, apresentar soluções para contratação dos serviços através de processos licitatórios. Apesar do anúncio, não foi divulgado um prazo para conclusão do laudo. (M.O.)





