Depois de seis meses de trabalho, o Comitê de Água e Esgoto de Londrina começa a sinalizar qual será o modelo adotado para o sistema na cidade. Ontem, o grupo começou a discutir a proposta de implantação de uma autarquia para regular e fiscalizar o serviço. Isso abre caminho para um modelo misto de gestão, com maior poder de decisão do município. Na próxima reunião, o grupo aprova o rascunho do projeto de lei necessário para a criação do órgão.
Segundo o presidente do comitê, Wilson Sella, a idéia é formar um grupo técnico capacitado para, inclusive, comandar o processo licitatório da nova prestadora de serviço. ''O que queremos nada mais é que municipalizar a gestão do serviço, conforme já ocorre, por exemplo, no transporte coletivo'', afirma. A autarquia seria responsável pela definição e fiscalização das metas contratuais, cronogramas de obras e tarifas. Em linhas gerais, o município compraria o serviço ao invés de apenas concedê-lo.
Se o comitê aprovar esse modelo será necessário um novo contrato emergencial com a Sanepar. O atual, assinado em dezembro, vence em junho e não haverá tempo hábil para criar a autarquia nem discutir o edital de licitação.
Na reunião de ontem, a Sanepar se mostrou favorável à criação da autarquia. ''O poder concedente é o município; há possibilidade de implantar essa co-gestão'', afirma o gerente regional da empresa, Oscar Fernandes. O outro gerente da empresa que participa do comitê, Sérgio Bahls, não se mostrou tão satisfeito. ''Acredito que isso (a autarquia) possa se tornar um cabide de empregos'', afirmou, durante o reunião. Ele também questionou de onde viriam os recursos para implantação da autarquia.

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