Para o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, as praças não são espaço para comércio, e sim de lazer e contemplação. ''Não queremos simplesmente tirar os artesãos da praça, expulsá-los, mas oferecer a eles um projeto que pode ser benéfico para eles e para a cidade'', afirmou. O Centro de Excelência do Artesanato pretendido pela administração municipal seria não apenas destinado ao comércio, como também à produção de artefatos. ''Se cada artesão, através do centro, fizer mais 1 ou 1,5 empregos, teremos justificado a iniciativa'', aposta.
Sella diz que desde fevereiro de 2001 o município já vem dialogando com os comerciantes quanto à intenção de revitalizar as praças, e tentando apresentar alternativas. Ele não tem dúvidas que, sem fiscalização e com ações políticas populistas, as praças serão novamente ocupadas no futuro. ''As praças são bonitas, têm um perfil arquitetônico maravilhoso. Se recuperarmos sua segurança e provocarmos atividades nelas, voltarão a ser prestigiadas pela população'', acredita.
As duas bancas que ocupam a esquina da rua Sergipe e Avenida São Paulo são resquícios da antiga rodoviária. Uma vendia bíblias, a outra revistas e jornais. Perderam função com a mudança do terminal rodoviário para a Avenida 10 de Dezembro, mas mantiveram o direito de continuar funcionando. Hoje, as bolsas são a principal mercadoria à venda. ''Trabalhamos aqui há muitos anos, e de forma totalmente legalizada'', ressalta Paulo Roberto Dias, gerente de um dos estabelecimentos. O presidente da CMTU diz que há a intenção de remover as bancas. ''Mas é uma discussão que vamos deixar mais para a frente. Agora, a preocupação é com as praças'', lembrou.

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