CMTU quer abrir licitação para transporte coletivo
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terça-feira, 04 de junho de 2002
Célia Polesel<Br>Reportagem Local 
A licitação para o serviço de transporte coletivo em Londrina pode ser aberta em dois meses. O prefeito Nedson Micheleti (PT) informou ontem que a liminar obtida pela Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), em 1996, que impedia a realização do processo licitatório, foi suspensa pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. A empresa já recorreu junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
Nedson anunciou a formação de uma comissão especial que irá fazer estudos e levantamentos técnicos sobre a licitação. A comissão, que tem 45 dias para concluir o trabalho, é formada por seis funcionários da prefeitura. Eles serão responsáveis, entre outras coisas, por preparar o que será pedido no processo e levantar as questões pendentes na Justiça.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, informou que serão incluídos na licitação itens que possam melhorar o atendimento, como a catraca eletrônica e a descentralização dos terminais. É muito difícil que aconteça diminuição na tarifa, adiantou.
A CMTU irá fazer um contrato temporário com a TCGL e a Francovig para que o serviço seja mantido até o final da licitação. O transporte coletivo é usado mensalmente por cerca de 3,4 milhões de passageiros pagantes. Segundo informações da companhia, o transporte é formado por 83 linhas, com 292 ônibus operando e 15 na reserva.
O gerente-geral da TCGL, Gildalmo Mendonça, informou que o recurso especial no STJ é para impedir a licitação. Entendemos que quando é feita uma licitação corre-se o risco de que uma empresa que não tem condições para realizar o trabalho ganhe. Ou então começe mas não tenha competência para continuar.
Mendonça afirmou que a empresa presta um bom serviço e não vê motivos para que seja interrompido. Nós sempre fazemos pesquisa entre os nossos usuários e o indíce de aprovação é ótimo. Sobre as catracas eletrônicas, ele disse que a TCGL já consultou algumas empresas que instalaram o equipamento e o resultado não foi o esperado. É um custo muito alto sem retorno justificável, afirmou.
A Francovig, que responde por 15% do total das linhas e atende a zona sul e os distritos, tem interesse em participar da licitação. A empresa tem 56 anos de Londrina e nossas famílias moram aqui. Além disso possuímos uma das frotas mais novas do Paraná, investimos em novos equipamentos sempre e prestamos um bom serviço à população, o que nos dá boas chances, afirmou o diretor-operacional da empresa, Walter Menegazzo.
O Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Londrina e representantes da TCGL se reúnem hoje, às 9 horas, para tentar chegar a um acordo sobre reposição salarial.


