Caso a greve se confirme, o diretor de operações da CMTU, Fábio Reali, prometeu que a coleta do material reciclável será feita pelos caminhões que fazem a coleta do lixo doméstico e a coleta seletiva a partir de segunda-feira. Ele considerou a paralisação precipitada e contraditória, ''porque não vai fazer mudar o preço da mercadoria''.
Reali disse que a CMTU está à disposição para intermediar um empréstimo para a Cepeve utilizar como capital de giro. Mas lembrou que a Companhia tem poucas condições de interferir na questão dos preços, ''porque são regulados pela lei de mercado''. Além de estar vinculado ao dólar, cuja cotação está em baixa, a quantidade de material reciclável aumenta durante o verão.
O coordenador do Programa de Coleta Seletiva da CMTU, José Paulo da Silva, afirmou que a tendência é que os preços comecem a se recuperar a partir de agora. ''O que prejudicou é que este ano houve uma queda maior nos preços do que no ano passado'', apontou.
Assim como pensam os recicladores, Silva não descartou também que esteja havendo um acerto entre os compradores para manter os valores de compra do material reciclável em baixa. ''Estamos avaliando essa situação'', comentou.
Londrina tem hoje 30 ONGs atuando nos serviços de coleta e reciclagem de boa parte do lixo gerado pela população. Por dia, são recolhidas mais de 90 toneladas de material reciclável.(L.A.)

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