Nos próximos dias, técnicos da Divisão de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) deverão vistoriar a Rua João Alves da Rocha Loures, uma continuação da Avenida Guilherme de Almeida, na zona sul de Londrina. O objetivo é definir quais as melhorias que necessitam ser feitas no local. Na última sexta-feira à noite, o estudante Fernando Alex Godoy, 19 anos, morreu ao ser atropelado quando passava pela via. A população reclama, principalmente da falta de iluminação e de acostamento.
Fernando perdeu a vida quando voltava para casa depois de sair do colégio. Ele foi atropelado pouco depois das 23 horas, por uma van da Casa de Custódia de Londrina (CCL), que era conduzida pelo auxiliar de supervisão Antônio Carlos de Jesus, 37 anos.
O assessor da Divisão de Trânsito e responsável pelo departamento de estatística, César Casses, disse que, em virtude da ocorrência, a CMTU irá dar prioridade para as melhorias da avenida e ''o que for preciso e possível será realizado''. Ele lembrou, porém, que a companhia já planejava uma visita ao local antes do acidente.
Casses apontou que os maiores problemas são verificados nas vias que concentram intenso fluxo de veículos, principalmente nas proximidades de locais de grande contingente de pedestres, como colégios e terminais rodoviários. As causas dos acidentes, em sua grande maioria, envolvem imprudências cometidas tanto por motoristas quanto pelos pedestres.
O secretário de Obras, Aloysio de Freitas, também assegurou que irá estudar as condições da via para poder definir o que poderá ser feito. ''Ao que parece, o maior problema é o mato alto'', especulou.
Freitas concordou que há problemas sérios na malha viária urbana e que é preciso melhorias, sobretudo em avenidas importantes como a Higienópolis e a Maringá. Ele revelou, porém, que o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), órgão municipal encarregado de projetar o sistema viário, já trabalha num grande projeto de adequação visando a formação de um anel de integração entre as principais vias estruturais com as vias arteriais e as secundárias.
O diretor da CCL, major Edison Marcos Tomaz, classificou o atropelamento como uma fatalidade, mas também reclamou das condições da pista, principalmente à noite. Segundo ele, Antônio Carlos teria cruzado com um ônibus e, ao tentar desviar pela direita da pista, atingiu o estudante. ''O asfalto sofreu melhorias, mas o motorista tem que redobrar a atenção porque o pedestre tem que andar ou pelo mato ou pela via.''
O major garantiu que seu funcionário estava em baixa velocidade e imediatamente após o acidente ligou para a Casa de Custódia e prestou socorro à vítima. Antônio Carlos trabalha como auxiliar de supervisão desde a inauguração do presídio, em novembro do ano passado, e é tido como um funcionário de confiança, sem vícios e de boa índole. A direção do presídio vai esperar a conclusão do inquérito policial para definir se caberá ou não uma punição.

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