A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) começa, na próxima segunda-feira, a capina dos terrenos públicos de Londrina. O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse que estão organizando uma força-tarefa para garantir a agilidade do serviço. Ele destacou que a ocorrência das chuvas além de dificultar a rotina dos serviços de roçagem , aceleram o desenvolvimento do mato. Atualmente a capina é feita por 100 homens contratados pelas três empresas responsáveis pelo serviço, e mais cinquenta irão reforçar o grupo.
A capina, de acordo com Sella, atingirá também os terrenos baldios da cidade. O trabalho começa na terça-feira com outros 50 homens. O presidente da CMTU estima que, dos 30 mil terrenos particulares existentes na cidade, pelo menos 20 mil estão cobertos pelo mato. A roçagem desses terrenos terá um custo elevado para os proprietários. Sella informa que a cobrança será por metro quadrado, acrescida de multa mais taxa de administração. Esse valor terá cobrança imediata através de boletos emitidos pela Secretaria de Fazenda. ''Um terreno de 200 metros custará em média R$ 75,00. Fica muito mais barato que o proprietário se encarrega dessa limpeza'', enfatizou.
Sella destaca ainda que, para evitar possíveis contestações de proprietários, as empresas de limpeza vão documentar o serviço. ''A equipe de roçagem irá fotografar o terreno antes e depois do serviço'', advertiu.
A roçagem dos terrenos baldios para o empresário Emerson Soares vem em boa hora. Sua oficina fica ao lado de um terreno completamente tomado pelo mato. ''Ontem (anteontem) matamos uma cobra que entrou aqui na oficina'', contou. Ele destaca que o capim alto, além dos bichos e insetos, tem mais um agravante: vira depósito de lixo. ''Os moradores do prédio aí da frente vivem jogando lixo aqui'', protestou.
A dona-de-casa Marisa Ferraro Ribeiro de Almeida, moradora de um bairro da zona sul, reclama que está ''cercada'' pelo mato. O resultado, para ela, é a casa tomada por pernilongos, aranhas e até carrapatos. ''A gente cuida do nosso quintal mas o vizinho não'', reclamou. A situação do mato no bairro era também o assunto da conversa das vizinhas Edinalva Ribeiro Andrade, Ivone Balduíno e Nizete Pereira. ''O que não falta aqui é ratinhos, aranhas e baratas'', protestavam as donas-de-casa. ''Meu marido tem feito a capina do terreno do vizinho. Para não ficar no prejuízo aproveitei a área para montar uma pequena horta'', disse Nizete.

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