CMTU promete acabar com restrição de horários
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quinta-feira, 25 de março de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito Urbanização (CMTU) de Londrina, Wilson Maria Sella, comprometeu-se a acabar com a restrição de horários e linhas nos bilhetes eletrônicos dos estudantes universitários. A proposta surgiu após muita discussão entre membros do Diretório Central dos Estudantes (DCE), representantes de cinco instituições de ensino superior da cidade e o coordenador do Procon de Londrina, Gerson da Silva. A reunião foi realizada ontem no auditório da CMTU.
O coordenador acadêmico do DCE, Rafael Rodrigues da Silva, disse que, apesar dos avanços desta segunda reunião, ainda há alguns pontos que não foram atendidos como o aumento da cota. ''O universitário não utiliza o passe apenas para ir para a aula, mas também para fazer pesquisa e extensão'', relatou Silva. Um outro ponto que desagradou os estudantes foi a não oficialização da proposta apresentada. ''Não temos nenhuma garantia que as mudanças serão feitas'', declarou. De acordo como Sella, a reunião era consultiva e não deliberativa.
A única restrição colocada pela companhia foi a limitação do número de meio-passes a serem utilizados por dia. ''Não haverá alteração da cota, a não ser que o estudante justifique a necessidade de mais passes. Mas ele poderá usar de dois a oito passes diariamente'', explicou Sella. O coordenador do DCE não descartou a possibilidade de fazer alguma mobilização caso o decreto não atenda as necessidades dos universitários.
O documento deve ser redigido ainda hoje e encaminhado para os representantes das entidades. De acordo com Sella, provavelmente, na próxima segunda-feira o prefeito Nedson Micheleti (PT) deve receber o novo decreto e assiná-lo. ''As novas regras devem ser implantadas assim que o prefeito assinar o documento'', disse Sella.
A implantação da bilhetagem eletrônica e o estabelecimento de regras visam diminuir a fraude no sistema. Segundo o assessor técnico em transporte da CMTU, Marco Antonio Bacarin, o índice de fraude é de 30%, o que equivale a R$ 400 mil por mês. Na próxima semana o presidente da CMTU deve convocar uma reunião para discutir novamente a situação do estudantes secundaristas, já que, ontem, um pai de aluno expressou sua insatisfação com a limitação de horários.


