Desde ontem, as empresas que transportam entulhos em Londrina estão proibidas de depositar o material no aterro sanitário. A decisão, tomada pelo presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, também foi motivada pelo acidente ocorrido no local.
Os nove empresários e filiados à Associação dos Transportadores de Entulhos de Londrina (Atel), que foram informados da decisão durante um encontro com Sella, ontem pela manhã, criticaram a falta de prazo para encontrar depósitos alternativos.
''A prefeitura deveria ter feito um levantamento antes. Se pararmos com a coleta de entulhos, a cidade vai virar um caos'', argumentou o presidente da Atel, Cláudio José Mendes. O empresário se referia às quase mil toneladas diárias de resíduos provenientes da construção civil.
Para o presidente da CMTU, o volume de entulhos é quase o triplo do lixo coletado na cidade e depositado todos os dias no aterro sanitário. ''Tivemos que decidir isso porque em seis meses o aterro estará lotado'', afirmou Sella. ''Estamos viabilizando uma área provisória, mas somente para os próximos dez dias'', acrescentou. Ele sugeriu a criação de uma central de entulhos.
Mendes retrucou dizendo que a central seria ''inviável economicamente'' para os empresários. ''Só seria viável se houvesse lei para incentivar o reaproveitamento do material em obras. Vale lembrar que a prefeitura também terá que procurar um espaço novo, mesmo porque ela transporta cerca de 50 caminhões para o aterro diariamente'', comentou Mendes.
O presidente da associação de transportadores lembrou das determinações federais para as condições sanitárias e embientais das cidades. A Resolução nº 320 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) prevê a proibição de entulhos nos aterros a partir do ano que vem.
Sella disse que vai discutir com representantes da Secretaria de Obras sobre os caminhões municipais e que iria informar o local alternativo até a manhã de hoje. A terceira opção discutida durante o encontro foi a reabertura da Central de Moagem, instalada no Jardim Piza (zona sul) e atualmente parada devido a uma ação civil pública. ''A intenção é terceirizar a estrutura para a Atel, mas vamos avaliar primeiro as questões jurídicas'', comentou o presidente da CMTU.

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