A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) está produzindo 20 toneladas por mês de adubo orgânico a partir de galhos e folhas que são triturados no Aterro Sanitário Municipal. O material é oriundo de podas e erradicações de árvores feitas pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), que são levados para uma área do aterro, separada do lixo que é depositado diariamente no local.
Segundo o presidente da CMTU, Mauro Yamamoto, uma equipe da companhia tritura o material e o amontoa para que se processe a compostagem, por meio de decomposição. Após 120 dias, quando o material já se transformou em adubo orgânico, ele é cedido para instituições de pesquisa como o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Universidade Estadual de Londrina (UEL).
De acordo com Yamamoto, o material também é utilizado pela prefeitura na manutenção da vegetação de praças e logradouros públicos. Ele afirma que o processo, além de importante, pela produção do adubo orgânico, evita problemas ambientais.
''Quando este material era depositado na fazenda Refúgio (Região Sul), eram frequentes os processos de combustão e consequente queimada do material, em que a fumaça provocava danos à natureza e incomodava os moradores dos bairros vizinhos. Agora todo o material das podas e erradicações de árvores é levado para o aterro sanitário e reaproveitado'', garantiu o presidente da CMTU.
Ele voltou a explicar a impossibilidade de compostagem do lixo recolhido nas ruas da cidade e depositado no aterro, não só pela falta de espaço, mas também pela mistura do material que vem misturado ao lixo orgânico, e que se fosse compostado não serviria como adubo limpo, podendo contaminar a natureza. ''As pessoas depositam no lixo doméstico outros materiais nocivos à natureza, como pilhas de rádio, baterias e lâmpadas, que já passam a contaminar o material antes mesmo de ser coletado para ser levado ao aterro'', explicou.

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