Dezesseis estabelecimentos comerciais deixaram de contar com a coleta pública do lixo em Londrina em 2017. Eles foram classificados pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) de Londrina como grandes geradores de resíduos e, conforme a legislação, passaram a ter que administrar por conta própria o manejo do rejeito e dos itens orgânicos resultantes de suas atividades. Antes desta mudança, estes locais foram notificados pela CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) e receberam prazo de até 20 dias para se adequarem. Com a medida, o número de empreendimentos em que o recolhimento dos resíduos não pode ser feito legalmente pelo Município chegou a 233.

A analista ambiental da companhia, Mariane Takeda, explicou que toda empresa é obrigada a apresentar à Sema o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, que identifica os tipos e a quantidade de detritos gerados, bem como as formas ambientalmente adequadas de acondicionamento, coleta, transporte e destinação final dos materiais. "O PGRS é um documento obrigatório e partir dele emite-se um laudo. Segundo o Decreto Municipal nº 769/2009, pessoas físicas ou jurídicas que gerem resíduos excedentes à quantidade máxima de 600 litros por semana são configuradas grandes geradoras e, portanto, devem arcar com o ônus decorrente disso."

A analista contou que a CMTU recebe periodicamente da Sema novos nomes de bares, restaurantes, hotéis, universidades, supermercados, entre outros, enquadrados nesta categoria. "Quando isso ocorre, fiscais da companhia dirigem-se aos locais para notificar os responsáveis, informando sobre o fim do recolhimento público. Ao mesmo tempo, a terceirizada que opera a coleta domiciliar é comunicada da medida. Assim, expirado o prazo concedido para adaptação, a responsabilidade sobre o gerenciamento dos detritos passa a ser exclusivamente do estabelecimento."

Takeda ressaltou que, além de ser prevista na legislação municipal, a suspensão da coleta para os grandes geradores significa economia para o Município, já que é menos lixo encaminhado à Central de Tratamento de Resíduos, o que aumenta a vida útil da vala. Outro ponto positivo, na avaliação dela, é o efeito pedagógico da medida. "Quando os locais contratam um serviço particular de coleta, os itens não separados adequadamente nas categorias rejeito, orgânico e reciclável, acabam tendo um custo maior. Então, para não pesar no bolso, o empreendimento precisa aprender a realizar a segregação correta do material", pontuou a analista.

A notificação da CMTU, bem como o fim do atendimento aos grandes geradores, não têm períodos fixos para ocorrer. Os procedimentos acontecem sem interrupção durante todo o ano, na medida em que a Sema encaminha à Companhia novos locais enquadrados na categoria.

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