Não surtiu efeito o abaixo-assinado entregue anteontem, por um grupo de mototaxistas, à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU), reclamando da exigência do mototaxímetro no veículo. Em uma reunião realizada ontem, na sede da companhia, com a participação de representantes dos mototaxistas e da empresa que fornecerá o equipamento, ficou confirmado que os trabalhadores terão um prazo máximo de 60 dias para adquirirem o mototaxímetro, que vai medir a quilometragem rodada e o valor da corrida.
Durante a reunião, houve um princípio de confusão envolvendo diretores da associação e da cooperativa dos mototaxistas. A presidente da associação, Edimara Adolfo Oliveira, que defende o mototaxímetro sob a alegação de moralizar a categoria, afirmou que a outra entidade não possui um ponto fixo na cidade, o que é considerado irregular pela CMTU.
Segundo ela, os mototaxistas ligados à cooperativa não poderão adquirir o equipamento, por não estarem regularizados junto à companhia. ''Nós vamos pagar pelo mototaxímetro. Mas se vermos que não está havendo fiscalização, vamos protestar na CMTU. A lei deve ser para todos'', reclamou.
Já o líder da cooperativa, Sebastião Ferreira dos Santos, garantiu que a entidade está regular, e que da mesma forma que alguns de seus mototaxistas ainda não estão cadastrados, existem ''alguns'' da associação na mesma situação. Sobre o equipamento, ele disse que foi confirmado o valor de R$ 285,00. ''Só não aconselho a fazer financiamento. É melhor vender um bem do que ter que pagar juros a banco'', disse, em relação à proposta feita pela associação para auxiliar os mototaxistas.
O diretor de Trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, confirmou que os mototaxistas que não estiverem regularizados não poderão comprar o equipamento e, por consequência, não poderão trabalhar.
A empresária Marisa Capellari, proprietária da empresa que fornecerá o equipamento, aproveitou a reunião para tirar algumas dúvidas dos mototaxistas. Ela esclareceu que o aparelho contará com um número de série para auxiliar em sua busca no caso de furto. Além disso, a cor alaranjada só será utilizada em Londrina, o que dificultará a comercialização para outras cidades.

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