A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) não vai mudar a posição que tomou, já em julho do ano passado, em relação à reivindicação da Associação Paranaense de Auto-Desenvolvimento Econômico, Social e Cultural (Apadesc). A entidade quer disponibilizar o transporte em peruas e minivans a seus associados pela taxa de R$ 1,00 a viagem. No último final de semana, só nos Cinco Conjuntos (zona norte de Londrina), foram cadastrados três mil novos associados ''contribuintes''.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse ontem que continua classificando o transporte de passageiros realizados por minivans e peruas como irregular e predatório ao transporte coletivo urbano oficial, realizado pelas empresas concessionárias. A associação foi criada em julho do ano passado, englobando como associados ''fundadores'' 50 motoristas e proprietários de minivans e peruas.
Caso seja necessário, a CMTU usará de todos os meios necessários para coibir a irregularidade. ''Tenho que necessariamente preservar o transporte coletivo oficial e, inclusive, estimular os usuários a utilizar ainda mais o ônibus em Londrina'', afirmou Sella. ''É a melhor maneira de baratear o transporte tradicional.'' O presidente da CMTU disse que as vans e peruas irão tirar passageiros do sistema de transporte de Londrina, dificultando e inviabilizando o transporte coletivo normal.
Álvaro Bressan, advogado da Apadesc, disse que o transporte coletivo de passageiros é diferente do transporte de pessoas, e cita a lei 9.074, que especificaria que o transporte de pessoas não está sujeito à permissão e concessão do poder público. O advogado argumenta que a Apadesc não tem fins lucrativos e que o sistema de cobrança para a utilização do transporte é comum em vários serviços prestados por clubes e associações.
No ano passado, perueiros entraram na Justiça com ações (com pedidos de liminares) para poderem atuar, mas elas foram negadas.

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