CMTU inicia obras no Terminal Central
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segunda-feira, 29 de março de 2004
Vanessa Navarro<BR>Reportagem Local 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) iniciou as obras no subsolo do Terminal Urbano de Transporte Coletivo, onde serão instalados um elevador e quatro escadas rolantes. Ontem, funcionários derrubaram paredes e retiraram pisos dos boxes que foram desocupados, há quase duas semanas, pelos comerciantes.
Segundo o assessor técnico em transportes da CMTU, Marco Antonio Bacarin, a companhia ficou responsável pelos trabalhos preliminares porque vários materiais que tinham de ser retirados, como portas e ferragens, pertencem ao poder público. Concluída esta etapa, a empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) irá assumir a obra, orçada em R$ 1,1 milhão. ''Estamos programando a entrega para setembro. Até lá, os trabalhos não vão atrapalhar em nada o andamento do terminal'', garantiu Bacarin.
O gerente da TCGL, Gildalmo Mendonça, disse que o trabalho já teve início. A empresa tem seis meses, a partir da notificação de liberação, para concluir a reforma. Segundo ele, a ordem de serviço foi encaminhada pela CMTU ''alguns dias atrás''.
Os ônibus continuarão transitando normalmente pela plataforma localizada em frente ao canteiro de obras. O espaço deverá ser protegido por tapumes.
Depois de episódios tumultuados envolvendo os comerciantes do terminal e a CMTU, a briga agora se arrasta na Justiça. O advogado Maykon Richter, que representa a empresa Plastipil Comércio de Embalagens e Doces Ltda, última a ser retirada do terminal, informou que está questionando a posse e o contrato referentes à loja, em ação que corre na 3 Vara Cível do Fórum de Londrina.
Por força de liminar, a Plastipil se manteve aberta por dois dias após a retirada dos demais boxes, na semana retrasada, até que o juiz da 3 Cível, Rafael Vasconcelos, revogou a decisão. Segundo informações obtidas no Fórum, até ontem, nenhuma outra empresa havia movido ação contra a CMTU. De acordo com Richter, os comerciantes estudam mover uma ação coletiva, por perdas e danos, exigindo indenização do município.
Bacarin não soube informar se os comerciantes manifestaram interesse por adquirir boxes em outros espaços públicos. Segundo ele, as licitações para os mercados municipais Kennedy e Guanabara, onde havia boxes disponíveis, foram temporariamente suspensas. O motivo teria sido a transferência da gestão desses prédios, antes administrados pela CMTU, para a Companhia de Habitação (Cohab-Ld). A reportagem da Folha não encontrou o responsável pelo setor de patrimônios da Cohab até o fechamento da edição. (Colaborou Fernando Rocha Faro)


