CMTU garante fiscalização
O gerente de uma das lojas que teve mercadoria apreendida criticou a maneira como foi feita a abordagem dos fiscais da CMTU. ''Eles chegaram aqui com 13 agentes, com o pessoal da Guarda Municipal e nos trataram como se fôssemos bandidos'', conta. Ele diz que em sete anos que está à frente da loja nunca foi notificado e alega que nenhum dos fiscais informou o que estava acontecendo e como deveria proceder para recuperar o produto.
O diretor da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson de Jesus, explica que o passeio público não pode ser utilizado para colocar mercadorias, caso contrário ela será apreendida e o empresário terá de pagar multa. Segundo ele, o comerciante pode entrar com pedido de recurso caso se sinta injustiçado. ''Esse recurso será submetido a uma comissão específica que analisará o pedido'', garante Jesus. Ele diz que se for constatado o erro, a tendência é de que a multa seja arquivada. Jesus acrescenta que todos os produtos apreendidos estão catalogados e identificados.
O assessor da CMTU, Leandro Rosa, afirma que não existe um levantamento de quantas apreensões foram realizadas na cidade em função de exposição indevida de mercadorias nas calçadas. ''É muita coisa'', afirma, alegando ser difícil fazer uma avaliação devido ao numero de pessoas que entram com recursos para reaver seus produtos.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, diz que a lei é para todos. ''Se a gente cobrou da CMTU que coibisse os ambulantes na calçada, os comerciantes não podem utilizá-la para o comércio'', afirmou. (V.O.)





