CMTU fecha o cerco contra ambulantes
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terça-feira, 27 de janeiro de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) está fechando o cerco contra os ambulantes irregulares. Ontem, dez agentes do órgão percorreram o centro da cidade. A blitz resultou em três infrações, todas envolvendo vendedores de cintos e carteiras. Oitenta peças foram apreendidas. Segundo o responsável pelo setor de fiscalização, João Arruda, as batidas devem continuar.
A intensificação da fiscalização é um reflexo do processo de regularização dos camelôs e artesãos, que deixaram as ruas e foram para locais fechados. ''Aqui já tem o Cereal (Centro de Referência do Artesanato de Londrina) e esse pessoal, a maioria de fora da cidade, prejudica quem tem alvará e está trabalhando certinho'', argumenta Arruda.
Segundo ele, os próprios artesãos, boa parte deles produtores de cintos, bolsas e carteiras, têm pressionado a CMTU para tirar os irregulares das ruas. ''Eles saíram da praça, foram para o Cereal e acham injusta a concorrência desleal desse pessoal'', diz. Arruda avisa que as blitze devem continuar. ''A ordem é intensificar a fiscalização para a cidade ficar limpa'', conclui.
A multa por comercializar produtos irregularmente, sem apresentação de alvará, varia de R$60 a R$1.100. As mercadorias apreendidas ontem só serão liberadas depois do pagamento das multas.
O camelô Mancha dos Santos Filho, 33 anos, foi um dos vendedores autuados. Ele argumentou desconhecer a necessidade de alvará. ''Esse é o trabalho da gente; se a gente põe banca na calçada, eles tiram, então tem que ficar a pé. Eu não sabia que não podia mais vender'', diz o camelô, que é natural da Paraíba e alega vir a Londrina de tempos em tempos.
Ele foi flagrado na porta de uma padaria na avenida Rio de Janeiro e tentou fugir dos fiscais, o que agravou a autuação. Filho perdeu 44 produtos, cujo valor de revenda, segundo ele, é de R$440, e temia ter que pagar a conta do próprio bolso. ''Vou ver com o patrão como é que fica mas eu é que vou perder, a gente vem para trabalhar e acaba tendo prejuízo'', reclama.


