CMTU faz roçagem e moradores cobram calçada
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segunda-feira, 07 de março de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O suposto abandono de um terreno público localizado no bairro Aeroporto, na Zona Leste de Londrina, está causando dor de cabeça aos moradores. Apesar de ter passado por roçagem no início de fevereiro, a área ainda é motivo de queixa da vizinhança por causa da falta de calçada. A situação também preocupa porque o lote foi usado por ladrões para invadir casas da área.
A dona de casa Marilena Dias, 53 anos, reclama da sujeira do terreno. ''Muitas pessoas vêem o mato e jogam lixo. O mato foi cortado, mas seria bom se fizessem uma calçada aqui'', cobrou. Um lote particular próximo contrasta com a situação de abandono do terreno público. Há três anos, o aposentado José Góes Pereira, 59, tem uma pequena roça de mandioca na esquina das ruas Gertrudes Bischof e Dr. Waldiro de Campos Gouvea.
''Se pudesse, eu tocava uma plantação neste terreno do lado junto com um vizinho. Mas parece que não pode por ser da prefeitura'', afirmou Pereira. O diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), João Verçosa, explicou que o interessado em fazer plantio em terrenos públicos deve procurar o Departamento de Patrimônio da Secretaria de Gestão Pública para receber uma possível autorização. Ele disse também que o terreno público foi roçado no início de fevereiro e a construção de calçadas é responsabilidade da Secretaria de Obras.
Segundo o secretário Aloysio Crescentini de Freitas, está sendo feito um mapeamento dos terrenos públicos e particulares onde é necessária a construção de calçadas. Com os dados em mãos, a administração vai licitar as obras por metro quadrado. As obras, que têm início previsto para este ano, vão abranger primeiramente a Área Central e depois os bairros. ''A maior dificuldade é verificar a quantidade de recursos necessária para depois deflagrar a ação'', salientou.
Outra queixa contra o serviço de roçagem da administração municipal é de um morador do Jardim Sabará I (Zona Oeste). O entorno de uma pista de bicicross na esquina da Avenida Arthur Thomas com a Rua Júlio de Castilho foi limpo pela empresa terceirizada pela prefeitura no mês passado. O vendedor desempregado Emanuel Costa, 27, morador da área, reclama que o mato não foi recolhido. ''O problema é que jogam lixo e junta um monte de mosca dentro de casa'', reclama. Verçosa disse que vai cobrar da empresa a limpeza completa do terreno ainda esta semana.


