CMTU faz reunião com artesãos para discutir desmontagem de barracas
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quarta-feira, 13 de agosto de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A discussão de mais de um ano e meio não resolveu, a reforma começou, o prefeito vetou mas os 27 artesãos da Praça Marechal Floriano Peixoto, no centro de Londrina, até o momento se mantêm firmes e dispostos a resistirem às pressões para desocuparem o local. Com as barracas isoladas em meio às obras de revitalização do espaço, hoje os artesãos devem receber uma convocação para se reunir com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O propósito do encontro é começar a discutir os preparativos para que os boxes sejam desmontados e removidos. A companhia manteve aberto o caminho para os que quiserem se juntar a outros artesãos no prédio onde será instalado o Centro de Referência do Artesanato de Londrina (Cereal).
Hoje o prefeito Nedson Micheleti (PT) deve vetar o projeto de lei aprovado anteontem pela Câmara Municipal. De autoria do vereador Carlos Bordin (PP), o projeto prevê a revitalização da praça Floriano Peixoto e a permanência dos artesãos no local. O prefeito alega que ela incorre em vício de origem e, por isso é inconstitucional, pois apenas o Executivo teria a prerrogativa para deliberar sobre o assunto.
Tentando evitar o despejo, o presidente da União dos Artesãos da Praça Floriano Peixoto (Uniflor), Demindo Florentino, conseguiu agendar uma reunião com o prefeito para demovê-lo do veto. ''Vamos tentar sensibilizá-lo'', disse. O horário do encontro ainda não havia sido acertado até o fechamento desta edição. Florentino também rebateu os boatos que circularam ontem de que, sabendo que Micheleti iria vetar o projeto, alguns artesãos teriam se mostrado favoráveis à saída da praça e a ida para o Cereal.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, frisou que as obras na praça vão continuar e serão aceleradas assim que as barracas forem desmontadas. ''Até agora estamos indo no ritmo que eles estão deixando'', comentou. Ele lembrou que hoje o proprietário do prédio onde será instalado o Cereal, na avenida Rio de Janeiro (região central), irá assinar o contrato e as associações de artesãos que já aderiram ao projeto vão se reunir para discutirem o regimento interno do Centro. Uma das propostas já levantadas é a constituição de um Conselho Comunitário de Artesanato que, dentre outras funções, irá deliberar sobre o que será e o que não poderá ser considerado artesanato.


