CMTU faz projeto para crianças
A partir de agosto, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina deve desencadear, em parceria com a organização não governamental (ONG) norte-americana Safe Kids e outros órgãos, um projeto para incrementar a segurança de crianças entre 0 e 14 anos no trânsito londrinense. ''Em todo o mundo, 51% dos traumas físicos sofridos por crianças são ocasionados por acidentes de carro'', afirma Álvaro Grotti Júnior, gerente de trânsito da CMTU.
Ele relata que, em geral, o londrinense não está acostumado a usar cinto no banco de trás. ''As crianças têm mais consciência sobre o assunto, pois frequentam a Escola de Trânsito. Falta convencer os adultos'', diz Grotti.
Devido a resoluções do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran), a Polícia Militar e os fiscais da CMTU só podem aplicar multas por não-uso do cinto após abordagens, e não apenas visualizando motoristas e passageiros em situação irregular (ao contrário de outros Estados).
O funcionário público Nélson Donizete Gasparini garanteque exige que todos os passageiros de seu carro utilizem o cinto. ''Sou até chamado de chato por isso'', afirma. Ele sabe do que fala: há cinco anos, parentes seus se envolveram num acidente e uma amiga da família que estava sem cinto sofreu traumatismo craniano.
A bibliotecária desempregada Natália Gomes Milani diz que ''às vezes'' se esquece de pedir para que os passageiros do banco de trás usem cinto. ''Não é sempre que a gente lembra. Mas acho importante, não pode deixar de usar'', explica.
O Paraná, especialmente Londrina, não tem estatísticas específicas relacionando a falta de utilização do cinto com vítimas fatais em acidentes de trânsito. Em 2002, 1.501 pessoas morreram em todo o Estado em colisões de veículos, segundo dados do Detran, contra 1.458 vítimas fatais no ano anterior. Em Londrina, o trânsito computou 73 mortes no ano passado, 17 a mais do que em 2001.





