CMTU faz alerta a camelôs do centro
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segunda-feira, 04 de junho de 2001
Chiara PapaliDe Londrina 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) vai apreender as mercadorias dos vendedores ambulantes que insistirem em permanecer nas calçadas em volta do Terminal Urbano de Transportes Coletivos e ruas próximas, na área central da cidade. A CMTU vai fechar a partir de amanhã o trecho da Avenida São Paulo entre a Avenida Leste-Oeste e Rua Benjamin Constant para abrigar cerca de 220 camelôs. Calçada é para o transeunte, afirmou Wilson Sella, presidente da companhia.
O fechamento da rua, anunciada como medida de caráter provisório, pode não cumprir com o objetivo de liberar as calçadas ao redor do Terminal Urbano e imediações. Ambulantes que vendem cigarros e passes de ônibus não vão para o novo camelódromo, já que a atividade é considerada ilegal, mas também dizem que não vão deixar os seus pontos de venda.
A gente não usa banca, só a calculadora. Ninguém pode falar nada se a gente ficar aqui em pé, disse o ambulante Roberto Figueiredo, 27 anos, que há dois anos comercializa passes de ônibus. De acordo com ele, só na Rua Professor João Cândido, em frente ao Terminal, 15 pessoas atuam na mesma atividade. Não tem como a gente sair daqui, não tem serviço em outro lugar, afirmou Raquel Agostini da Silva, de 22 anos, que há dois anos compra e vende passes.
A expectativa da CMTU é que os camelôs permaneçam na Avenida São Paulo até o final do ano, quando outra alternativa deve ser viabilizada. O alvará será concedido a título precário e os camelôs vão pagar taxa de nove reais por mês para cada metro quadrado de utilização, explicou Sella.
Uma das opções analisadas pela CMTU para solucionar o problema dos camelôs nas ruas da cidade é a desativação do Terminal Urbano. Estamos reestudando todo o sistema de ônibus na cidade e a bilhetagem eletrônica pode ser um meio de facilitar a integração do transporte sem que as pessoas precisem se deslocar até a área central, disse Sella.
De acordo com a CMTU, com o fechamento da Avenida São Paulo, o fluxo na Rua Pernambuco que é de 1,1 mil veículos por hora nos horários de pico (12 e 18 horas) deve aumentar em 10%. Na Rua Minas Gerais, o impacto esperado é maior: o movimento atual de 400 veículos por hora deve crescer 40%. Os motoristas que utilizam a São Paulo já estão sendo avisados, afirmou Sella.


