CMTU estuda área para novo aterro sanitário
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de dezembro de 2001
Célia Guerra<br>De Londrina 
A Prefeitura de Londrina deve apresentar, até o final de janeiro, três áreas para a instalação do novo aterro sanitário. Ontem de manhã, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) apresentou um estudo realizado pela empresa MF Engenharia e Meio Ambiente em que foram pré-selecionadas 29 áreas na região sul da cidade.
A seleção dos locais para o novo aterro, segundo o engenheiro Fernando Fernandes, um dos responsáveis pelo estudo, depende ainda de sondagens que serão realizadas nos terrenos. Estão previstas perfurações de 10 a 15 metros de profundidade para a análise da composição do solo e a verificação da distância com relação a lençóis freáticos. Fernandes espera que a pesquisa seja concluída em 30 dias.
Os critérios adotados para a seleção, afirma Fernandes, foram mais rígidos que as regras determinadas pela legislação ambiental. Os 29 locais apontados pela pesquisa estão a cerca de 2 e 10 quilômetros da área de expansão urbana e a 2 quilômetros de distritos. ''Para não elevar os custos do serviço, ele não pode ser nem muito longe nem muito próximo à cidade, mas o suficiente para não provocar problemas com os moradores'', destacou. Eles ficam ainda a 1 quilômetro de áreas de mata nativa, a 100 metros de rodovias federal ou estadual e a 200 metros de distância de rios. O terreno não poderá ter declividade maior que 20%. A aprovação do local depende ainda do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (Epia) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima).
A área prevista para o novo aterro é de 25 alqueires (três vezes mais que o tamanho do atual aterro), isso permitirá a sua utilização por aproximadamente 20 anos. O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse que o município pretende terceirizar a exploração do serviço através de uma concessão por 25 anos. O investimento previsto é de R$ 6 milhões. O novo aterro deverá estar em funcionamento apenas em 2003.
A capacidade do atual aterro sanitário, na opinião de especialistas, já estaria esgotada há pelo menos quatro anos. Sella, entretanto, garante que ele ainda tem condições de suportar por mais um ano o despejo do lixo coletado na cidade. Isso, conforme o presidente da CMTU, devido a adequações realizadas durante este ano associadas à coleta seletiva.
Foram convidadas 17 entidades para a apresentação dos estudos, mas somente seis compareceram à reunião. A ausência das demais foi classificada por Sella como ''um lamentável desinteresse num momento importante para a cidade''. A promotora de Proteção ao Meio Ambiente, Luciana Lepri Moreira, enviou um ofício através de um representante e solicitou que fosse lido durante o encontro. No ofício ela informa que os critérios de escolha estão previstos na Resolução 001/86 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que deverão ser considerados, obrigatoriamente, na realização do Epia e do Rima.


