Londrina - A cor vermelha dá para ver de longe e é justamente este o objetivo. No início do mês passado, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) deu início à implantação de faixas de pedestres bicolores. A medida para despertar a atenção dos motoristas e dar mais segurança aos pedestres foi instalada em seis pontos de maior fluxo. E nos próximos dias deve ser instalada em frente à Associação Pais Amigos Excepcionais de Londrina (Apae), nas proximidades do Hospital Universitário (HU), zona leste.
A avaliação dos resultados acontecerá em março. Se houver redução na frequência de acidentes, a ideia é ampliá-la para outros locais. "Estamos monitorando esses locais que sempre tiveram grande incidência de atropelamentos. Até agora não houve mais registros e tudo indica que vamos ampliar, inclusive em frente aos colégios. Já temos um projeto e esperamos colocá-lo em prática logo", afirma o major Arnaldo Sebastião, diretor de Trânsito da CMTU.
Na semana passada, uma mulher foi atropelada por um ônibus do transporte coletivo na esquina da Rua Sergipe com João Cândido. A vítima sofreu ferimentos moderados e teria atravessado fora da faixa de pedestres.
Atualmente, as "novas faixas" estão nas avenidas Bandeirantes, Juscelino Kubitschek (área central), Inglaterra (zona sul), Saul Elkind (zona norte) e nas Ruas João Cândido, Sergipe e Benjamin Constant – todas no centro. "Passo por aqui quase todos os dias e para mim melhorou. Pelo menos eu me sinto um pouco mais segura porque vejo que os motoristas prestam atenção na parada", diz Bruna Carolina Scheneider, ao atravessar a faixa elevada e colorida, em frente ao Terminal Urbano, na Benjamin Constant.
O taxista Rubens Tessaro, que há 34 anos trabalha em frente ao Hospital Evangélico, na Avenida Bandeirantes, também aprovou o recurso. "Fica mais visível e chama a atenção sim, mas ainda há muito desrespeito no trânsito. Na minha opinião, tinha que ter campanhas permanentes junto a essas faixas", sugere.
Para o londrinense Eduardo Zanoni, que mora em Altamira (PA), a faixa bicolor foi uma novidade. "Se for para chamar a atenção, está dando resultado, principalmente em frente ao hospital, onde sempre tem muito movimento", diz.
Na maior avenida da zona Norte, a Saul Elkind, a mudança também é reconhecida pelos pedestres. "É melhor assim porque o motorista visualiza. É claro que ainda tem muitos que desrespeitam, mas a iniciativa é boa. Acho até que deveria ser implantada em outros locais como escolas e órgãos públicos", comenta o marceneiro Paulo Marcos de Souza.
Até para os condutores a ação tem sido positiva. "Acho uma boa porque de longe a gente já fica de olho. A atenção é automática por causa da cor vermelha", afirma Edson Bragatto. O primeiro ponto a ganhar a faixa diferenciada foi a Avenida Inglaterra, local com muitos registros de acidentes. "Aprovada. Os motoristas prestam mais atenção quando vê uma faixa assim, chamativa. Sem dúvida, fica um pouco mais seguro", destaca a estudante Rafaela Cristina Bomba.
Segundo o diretor de Trânsito, o período de testes das faixas com cor secundária segue até março. "Em uma avaliação prévia, posso dizer que a aprovação está sendo total", reforça. A exemplo da Alemanha, outros cidades brasileiras também adotaram a medida, como Belo Horizonte, Diadema e Juazeiro do Norte.

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