CMTU estuda alternativas para o novo 'camelódromo'
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina está concluindo o projeto do novo camelódromo e espera entregar a obra em 60 dias. Segundo o diretor de operações da CMTU Emerson Barros, o local ainda não está definido, mas a prefeitura tem dois terrenos em estudo, um do município e outro de propriedade particular. Apesar da resistência em adiantar qualquer informação sobre a negociação, Barros disse que até agora a melhor opção seria a do terreno público. Ambas as áreas ficam nas redondezas do Terminal Urbano, conforme reivindicação dos próprios ambulantes.
O novo camelódromo deverá abrigar 250 barracas padronizadas numa área dotada de infra-estrutura destinada também aos vendedores de lanches. O objetivo é relocar todos os 200 ambulantes que trabalham no quadrilátero central formado pelas avenidas São Paulo, Rio de Janeiro e ruas Sergipe e Professor João Cândido. Barros ainda não tem previsão do investimento necessário, mas disse que ele será dividido entre todos os beneficiados, assim como aconteceu com o camelódromo da Avenida Leste-Oeste. A expectativa da CMTU é que em 30 dias o projeto esteja pronto para avaliação dos próprios camelôs.
Há cerca de dois meses, prefeitura e ambulantes discutiram a possibilidade de inverter a disposição das barracas improvisadas na Avenida São Paulo com os taxistas da Praça Rocha Pombo. A idéia só não foi implantada porque a Secretaria Estadual de Cultura não permitiu a troca. De acordo com Barros, a praça é tombada pelo patrimônio histórico, o que inviabilizou a concretização da mudança. Nem mesmo os artesãos que estão na calçada da praça há vários anos poderão continuar lá. Eles também serão transferidos para o novo camelódromo.
Manoel Barbosa Freire, presidente da Associação dos Vendedores de Produtos Nacionais e Importados de Londrina, disse que a categoria não tem quaisquer informações sobre o projeto que vem sendo elaborado e que só vai aceitar uma proposta se ela melhorar a situação do grupo. Resolver o problema do camelô é dar condições para ele trabalhar e sobrevivera.
A proposta de Freire era de transformar a Praça Rocha Pombo num centro comercial dos ambulantes, idéia que teve de ser esquecida por causa do tombamento. Outra alternativa proposta por ele é o prolongamento do camelódromo da Avenida Leste-Oeste pela Rua São Paulo até a Rua Benjamin Constant. Essa sugestão já foi feita há muito tempo e até hoje não tivemos resposta. A concretização não atrapalharia ninguém, nem mesmo o trânsito, pois aquele quarteirão tem pouquíssimo movimento, acrescentou. Por enquanto, não há previsão de novo encontro entre ambulantes e CMTU para debater o assunto.





