CMTU está otimista com shopping popular
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2002
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, disse ontem que a meta da CMTU é que o Shopping Popular, que irá abrigar 320 camelôs e artesãos de Londrina esteja funcionando em junho.
Ontem de manhã, representantes de camelôs e artesãos conheceram o local onde deve funcionar o shopping a antiga sede da Intercontinental Café, na Avenida Leste-Oeste, em frente ao Terminal Urbano, com área de 3,2 mil metros quadrados. O presidente da CMTU e o secretário de Cultura, Bernardo Pelegrini, também visitaram o local.
De acordo com Sella, a projeção é que o município gaste cerca de R$ 15 mil por mês, durante três meses, para fomentar o negócio. Depois disso, os próprios camelôs é que vão arcar com aluguel e condomínio, afirmou. Para abrigar o shopping, o local deverá passar por pequenas reformas, como a construção de banheiros e adequação da ventilação. Com essa medida, Sella acredita que não haverá mais problemas com camelôs em calçadas, praças ou locais públicos de Londrina. A fiscalização não vai permitir a atuação de nenhum camelô, que não seja no shopping, disse. A CMTU conta hoje com 45 fiscais.
O local do futuro shopping não agradou os representantes de camelôs e artesãos das avenidas Leste-Oeste e São Paulo, e das praças Marechal Floriano Peixoto e Rocha Pombo. O valor do aluguel mais os custos do condomínio não compensam nossa atividade, e daqui a seis meses vão ter outros camelôs nas ruas, incentivando o nosso pessoal a voltar, afirmou Rogério Gonsalves do Nascimento, presidente da ONG Canaã, que reúne os camelôs da Avenida São Paulo.
Eu já paguei alvará válido até o final do ano, e não sou camelô, sou artesã, não tem por que misturar as atividades, reclamou Rita de Cássia Barbosa Alencar, da União de Artesãos da Praça Marechal Floriano Peixoto. A representante da associação profissional dos artesãos autônomos de Londrina, Maria de Lourdes Pacheco, também não gosta da idéia de sair da Praça Rocha Pombo. As pessoas passam por ali para ir em outros lugares, gostam do nosso trabalho e dão um jeito de comprar. É aquela coisa, o que os olhos não vêem..., disse.
A Intercontinental Café deverá alugar suas instalações por três anos, quando novamente será discutida sua desapropriação. O valor do aluguel ainda não foi definido, mas a gerência da empresa já se manifesta contra a oferta de R$ 6 mil mensais feita pela prefeitura. É pouco pelo tamanho e localização do imóvel, disse o gerente Darcy Paulo. A Intercontinental Café está há oito anos praticamente desativada em Londrina, onde se instalou em 1970, só atuando na área de compra de café para outras filiais da empresa.


