A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina posicionou-se contrária à fixação de pontos para mototaxistas fora das centrais, alegando que a alteração seria, de maneira geral, prejudicial ao município. A informação está no ofício que a companhia encaminhou semana passada à secretaria de Governo do município, em resposta ao pedido da Câmara de Vereadores quanto à viabilidade das alterações previstas pelo projeto de lei nº 98/2003.
O projeto, do vereador Henrique Barros (PDT), altera a Lei 8.143, de 28 de abril de 2000, prevendo que as cooperativas de mototaxistas autônomos possam ser admitidas como empresas prestadoras de serviço, fixando 15 pontos de mototáxi. O presidente da CMTU, Wilson Sella, afirma no ofício que os problemas são sobretudo a supressão de vagas de estacionamentos no centro, que já são em número restrito, e o prejuízo a uma eficaz fiscalização que trará os pontos de autônomos.
O documento foi apresentado na sessão de ontem da Câmara de Vereadores pelo vereador Sidney de Souza (PTB). ''É necessário manter a atual sistemática de centrais de mototaxi, formato este facilitador para a fiscalização, já que concentra todos os profissionais e cerca de 50 empresas'', afirma Sella, no documento.

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