CMTU discute cobrança da coleta
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terça-feira, 10 de julho de 2001
Edna MendesDe Londrina 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) e proprietários de empresas de locação de caçambas e coleta de entulho começaram a negociar ontem como será feito o repasse da taxa referente à cobrança da coleta de lixo comercial e industrial. A partir do início de agosto a CMTU vai cobrar R$ 15,00 por tonelada desse tipo de lixo que for encaminhado ao aterro sanitário. O grupo também discutiu, entre outras coisas, o gerenciamento da Central de Moagem de Entulhos que hoje é de responsabilidade da prefeitura.
Atualmente, o lixo industrial e comercial produzido é enviado ao lixão pelos caçambeiros, que são contratados por indústrias e estabelecimentos comerciais para darem a destinação final dos resíduos. A produção máxima de lixo que a prefeitura recolhe é de 100 litros. A partir de agosto quem não fizer a separação seletiva ou reciclagem do lixo terá que pagar a taxa. A idéia não está agradando aos empresários. Eles alegam que a taxa de coleta do lixo já está incluída no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
A diretora administrativa-financeira do Catuaí Shopping Center, Elcy de Oliveira, disse que o shopping vai pagar, este ano, R$ 59 mil pela coleta de lixo, mas que o trabalho não é realizado pela prefeitura. O Catuaí contrata uma empresa tercerizada. A prefeitura cobra por um serviço que ela não faz e agora informa que vai cobrar mais ainda. Vamos ter que discutir isso, disse. O shopping produz 400 metros cúbicos de lixo por mês e gasta R$ 35 mil ao ano com o serviço tercerizado.
O sócio-gerente da Icatubos, Ernani Tutida, disse que não acha justa a cobrança da taxa. É um absurdo essa cobrança porque nós já separamos o lixo que o caçambeiro leva.
Com a cobrança da taxa, o objetivo da CMTU é diminuir a quantidade de lixo reciclável que entra no lixão e incentivar a coleta seletiva. O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse que a prefeitura não pode mais continuar subsidiando o lixo industrial. Isso não cabe ao município. O custo da manutenção do aterro deve ser repassado para quem produz esse tipo de lixo, disse.
O proprietário da SóObras, empresa que transporta entulhos, Claudio José Mendes, disse que a a proposta do grupo é que a cobrança seja feita diretamenta às empresas e indústrias. É evidente que ninguém quer pagar, mas a sociedade não pode mais pagar por empresas que já são beneficiados de outras maneiras, disse.
Doze empresas de locação de caçamba e transporte de entulhos atuam em Londrina. A CMTU está propondo que a Central de Moagem de Entulhos, localizada no Jardim Acapulco, na zona sul da cidade, seja assumida por essas empresas. Os empresários que participaram de uma reunião ontem na CMTU vão elaborar um estudo de viabilidade técnica sobre essa possibilidade. Outra proposta da autarquia é criar novas centrais de carga de entulhos. Hoje, existe apenas uma central de recolhimento.


