CMTU defende qualidade das praças de Londrina
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terça-feira, 22 de agosto de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A sujeira causada pela superpopulação de pombos que habitam a Área Central, o vandalismo que traz prejuízos à manutenção e a falta de consciência da população são apontados pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) como os principais problemas das áreas de lazer públicas de Londrina. Mesmo assim, o diretor de Operações do órgão, Fábio Reali, elogia as condições gerais das praças.
A opinião contrasta com o número de queixas da população contra a qualidade das praças de Londrina. A reportagem acompanhou Reali numa visita a praças que se encontram nos mais diferentes estados de conservação em diferentes regiões da cidade.
É o caso de uma das poucas praças do Conjunto Cafezal, na Zona Sul. A quadra de esportes está bastante danificada. O alambrado foi completamente destruído. O garapeiro José Alves, 51 anos, que trabalha no local, diz que o vandalismo é praticado por jovens que vivem na região. ''A molecada quebrou tudo. Hoje, isso aqui está horrível'', lamenta.
E essas áreas não são exceção. Mesmo locais de maior movimento são vítimas do abandono. Para Reali, a única forma de evitar o abandono e a consequente depredação é tornar o uso das áreas mais frequente.
''A população tem de colaborar. Primeiro, não sujando. Também pode se organizar para cuidar, vigiar as praças para evitar o vandalismo. Ninguém invade um local que é ocupado. O vandalismo hoje é mais veloz que a capacidade da prefeitura de recuperar as praças'', avalia.
Para isso, a CMTU está firmando parcerias com moradores de regiões que estão ganhando praças novas. Um exemplo é o Jardim Belleville (Zona Norte), onde duas áreas de lazer devem ficar prontas nos próximos meses. De acordo com Reali, a comunidade local comprometeu-se em colaborar com a manutenção e ajudar a combater o vandalismo.
O aposentado Licinio Castilhano Murta, 65 anos, elogiou a conservação das praças da Área Central e foi condescendente em relação à sujeira provocada pelos pombos e às folhas caídas de árvores. ''Isso deixa a praça (da Bandeira) suja, mas as folhas caem mesmo, não tem jeito. E também não pode matar os bichinhos (pombos) por causa disso'', opina. Mesmo assim, ele cobrou uma maior ação da limpeza pública nas áreas de lazer de Londrina.
Também aposentado, Francisco Rodrigues Vieira, 69, disse que a administração municipal tem de atacar o problema de uma forma bastante simples. ''As praças preecisam é de água. E se não chover, a prefeitura tem que fazer a limpeza'', reivindica. Por outro lado, ele aponta um problema das praças, que não podem ser frequentadas à noite por causa da falta de segurança.
Para o servente de pedreiro Pedro Dias Pereira, 37 anos, a culpa pela falta de conservação das praças não é apenas do poder público, mas também de líderes comunitários e da proópria comunidade. Morador da Vila Casoni (Área Central), ele conhece a realidade das áreas de lazer do bairro dele e de localidades vizinhas. É o caso da praça vizinha ao Cemitério Padre Anchieta, no Jardim Ideal (Zona Leste).
O problema do local não é a infra-estrutura, uma vez que o espaço conta com campo de futebol, quadra poliesportiva, bancos e postes de iluminação. O que impede o uso como área de lazer é a falta de manutenção. Os alambrados das canchas esportivas foram cortados, bancos estão quebrados e a fiação deixou o local às escuras.
''A prefeitura tinha que consertar o que está quebrado e o povo tinha que ajudar, tomando conta da praça para que seja preservada'', cobra Pereira. A solução definitiva apontada pelo servente é a contratação de guardas para tomar conta dos espaços públicos.


