Contrária a ajudar as ONGs de recicladores injetando mais dinheiro público na coleta seletiva, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) defende que a saída é a qualificação e profissionalização. A expectativa do órgão é que mais grupos surjam, uma vez que até o final do ano a estimativa é de coletar pelo menos 150 toneladas/dia de material reciclado.
O coordenador da Coleta Seletiva pela CMTU, Devair Batista de Almeida, analisa que o aumento dos grupos é irreversível. ''Gostaríamos que os carrinheiros fossem mais unidos em torno da idéia de agregar valor (ao material). Assim, teriam poder da negociação com o atravessador. Tem ONG, por exemplo, que acumula material por não ter condições de separar tudo.''
De acordo com Almeida, o município gasta hoje cerca de R$ 200 mil com a coleta seletiva - ''e estaria gastando muito mais sem eles'' - mas, nem por isso pretende interferir mais diretamente: ''A Prefeitura não pode carregar os grupos para o resto da vida, até porque se muda a administração, não há garantia nenhuma para os recicladores.''
Ele concorda que muitos grupos hoje são deficitários e aponta que enquanto alguns conseguem faturar mais de R$ 700,00 mensais outros não ganham nem a metade. Para ele, a diferença está na organização de cada ONG. A Prefeitura, segundo o coordenador, pretende entregar até julho para alguns grupos os oito primeiros barracões (de um total de 16) que estão sendo erguidos nas regiões Leste e Norte. (L.A.)

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