O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, deu prazo até a próxima segunda-feira para que os vendedores de lanches que trabalham em frente ao Terminal Urbano de Transporte Coletivo deixem o local. O ultimato foi anunciado ontem, numa reunião realizada à tarde com seis membros da comissão que representa os 16 comerciantes do ponto, na rua Benjamin Constant.
Sella argumentou que as obras de reforma do Terminal deverão começar no início da próxima semana, justamente a partir da área onde os vendedores atuam. ''Os pedreiros vão mexer com areia, quebrar muro, não dá para eles (os comerciantes) ficarem ali'', justificou. Os vendedores aceitam sair do local apenas temporariamente, para a reforma, e exigem voltar à Benjamin Constant após as obras.
''Este lugar é ótimo, temos o melhor ponto da cidade e freguesia estabelecida. Não queremos sair'', argumentou Rafael Mário da Silva, membro da comissão que representa os comerciantes. Mas a proposta de saída temporária não agrada à CMTU, que planeja transferir os vendedores definitivamente. ''Estes comerciantes são vendedores como qualquer outro, e não podem ficar na rua. Não posso enganá-los desde o início dizendo que eles vão sair apenas para a reforma, porque isso não vai acontecer'', disse Sella.
Na reunião, a CMTU apresentou aos vendedores 18 outras opções de ponto, a maioria centrais, em áreas como a avenida Juscelino Kubitschek e construções nas cercanias da 10 Subdivisão Policial (SDP), na rua Sergipe. ''Não aceitamos. A negociação para nós se esgotou há muito tempo porque nossa posição é muito clara: daqui a gente não sai'', afirmou. Outros prazos foram estabelecidos para o início da obra, sendo o último na segunda semana de abril.
Sella explicou que, na segunda-feira pela manhã, agentes de fiscalização da CMTU estarão na Benjamin Constant para garantir que os vendedores saiam do local. ''Eles vão ter que chamar a polícia, porque só saímos daqui à força'', avisou Silva.

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